16 de Novembro de 2015 / às 10:53 / 2 anos atrás

Ataques em Paris não afetam chances da cidade em disputa por Olimpíada de 2024, diz COI

Pessoas deixando o Stade de France durante amistoso entre França e Alemanha. 13/11/2015Gonazlo Fuentes

PARIS (Reuters) - Os atentados em Paris não vão afetar as chances da cidade sediar os Jogos Olímpicos de 2024, disse nesta segunda-feira o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.

Ataques coordenados em bares, restaurantes, uma casa de espetáculos e um estádio de futebol mataram pelo menos 129 pessoas na sexta-feira, o que levanta questões de segurança para os próximos eventos a serem realizados na França, incluindo a Cúpula do Clima, que começará em 30 de novembro, e a Euro-2016.

A cidade anfitriã dos Jogos de 2024 será designada em 2017, mas Bach acredita que a atrocidade que atingiu Paris, que em setembro foi apresentada como uma das cinco cidades candidatas, não terá influência sobre o resultado da votação do COI.

"Estamos falando sobre Jogos Olímpicos que serão realizados dentro de nove anos, e o terrorismo é global, não se trata apenas de um país ou uma cidade", disse Bach ao jornal esportivo francês L'Equipe.

Questionado se os ataques de sexta-feira poderiam influenciar a votação em setembro de 2017, marcada para o Peru, Bach respondeu: "Não, os membros do COI têm muita experiência... eles sabem que ninguém sabe como será o mundo dentro de nove anos e sabem que o terrorismo não é um problema francês ou de Paris, é um desafio global".

"Não diz apenas respeito aos esportes, mas a todos os grandes eventos e a toda a sociedade. Você não pode conceder a vitória aos terroristas. Devemos estar unidos e firmes, especialmente com os Jogos Olímpicos", acrescentou.

Os Jogos Olímpicos foram alvo de atentados no passado.

Em 1972, 11 membros da equipe olímpica de Israel e um policial alemão foram mortos pelo grupo palestino Setembro Negro nas Olimpíadas de Munique.

Nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, uma pessoa foi morta e outra morreu de ataque cardíaco depois da explosão de uma bomba que feriu mais de 100 pessoas.

Reportagem de Julien Pretot

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