Caixa mantém patrocínio a times de futebol em 2016

terça-feira, 19 de janeiro de 2016 14:22 BRST
 

BRASÍLIA/RIO DE JANEIRO (Reuters) - Em cerimônia com presença da presidente Dilma Rousseff, a Caixa Econômica Federal assinou nesta terça-feira contratos de patrocínio totalizando 83 milhões de reais com 10 times de futebol, que foram cobrados pela presidente a usar os recursos para garantir a qualidade do esporte.

O evento acontece num momento em que recursos para programas do governo como Minha Casa Minha Vida e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), dos quais a Caixa é uma repassadora, são reduzidos.

O banco patrocina o futebol brasileiro desde 2012 e deve manter para 2016 o mesmo patamar de 110 milhões de reais investidos no setor no ano passado. Os contratos desta terça não incluem o Corinthians, que está em processo de renovação, assim como o Vasco.

Os times que já fecharam acordo com o banco são Flamengo, que receberá 25 milhões de reais, Cruzeiro e Atlético Mineiro (12,5 milhões cada), Coritiba, Atlético Paranaense, Sport e Vitória (6 milhões de reais cada), Chapecoense e Figueirense (4 milhões de reais cada) e o CRB (1 milhão de reais)

Em discurso no evento de assinatura dos contratos, Dilma afirmou que espera que os clubes usem os recursos recebidos pelo banco público para garantir a qualidade do futebol brasileiro e que o país volte a exportar espetáculo, e não apenas jogadores.

"A Caixa hoje está marcando um gol de placa para ajudar a fazer com que o Brasil volte a exportar o espetáculo e a arte de seu futebol, e não apenas nossos craques", disse Dilma em cerimônia no Palácio do Planalto.

Segundo a Caixa, o patrocínio ao futebol faz parte da estratégia de mercado do banco, fortalecendo a marca, além de colaborar com a profissionalização da gestão dos clubes.

Para ter o patrocínio, os times precisam estar inscritos no Programa de Modernização do Futebol Brasileiro (Profut), sob o qual podem dividir débitos em até 240 parcelas em contrapartida do cumprimento de práticas de gestão e responsabilidade fiscal. Os clubes não podem mais antecipar receitas e devem limitar seus gastos com folha de pagamento de atletas, por exemplo.

O cumprimento das responsabilidades previstas pelo Profut pelos clubes será fiscalizado por um novo órgão, a Autoridade Pública de Governança do Futebol (Apfut), cuja criação foi determinada por decreto der Dilma nesta terça-feira.   Continuação...

 
Paulinho em partido do Flamengo em Brasília. 17/09/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino