Presidente do COI diz que Olimpíada do Rio será um sucesso, apesar de crise

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016 18:52 BRST
 

Por Karolos Grohmann

ATENAS (Reuters) - Os Jogos Olímpicos deste ano no Rio de Janeiro serão um sucesso apesar das turbulências econômicas e políticas vividas pelo Brasil, que dificultam os preparativos finais para o evento, disse o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, nesta quarta-feira.

O Brasil enfrenta uma grave recessão econômica, depois de vencer a disputa para sediar a Olimpíada durante um momento em que o país vivia um boom financeiro em 2009.

"Faltam, como vocês sabem, seis meses para os Jogos Olímpicos e esse é o momento mais difícil para se preparar para os Jogos", disse Bach a jornalistas na sede do Comitê Olímpico da Grécia.

"Há uma ou outra pequena coisa a ser feita, e é claro que é o mesmo para outros países, e é o mesmo para os brasileiros."

A presidente Dilma Rousseff, que pode enfrentar um processo de impeachment, também está tendo de lidar com o maior caso de corrupção da história do país, que envolveu dezenas de políticos, muitos deles aliados ao PT, partido de Dilma, e envolveu a Petrobras.

Os organizadores dos Jogos também lutam para economizar dinheiro, em um momento que o Brasil vive sua pior crise econômica em décadas, com a economia tendo encolhido no ano passado e devendo se contrair novamente neste ano.

O primeiro país sul-americano a receber uma edição das Olimpíadas também tem tido de lidar com o Zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

"Mas se você considerar as circunstâncias sob as quais os nossos amigos brasileiros estão trabalhando --com o país deles em uma situação de crise--... você pode aguardar a abertura do estádio e ser completamente dominado pela paixão de nossos anfitriões brasileiros", disse Bach.

"Vocês experimentarão Jogos com uma grande alegria pela vida e paixão pelo esporte."

A Olimpíada do Rio acontece entre os dias 5 e 21 de agosto.

 
Presidente do COI Thomas Bach concede entrevista em Lausanne.  10/12/2015. REUTERS/Denis Balibouse