29 de Janeiro de 2016 / às 14:51 / 2 anos atrás

Saída da Grã-Bretanha da UE prejudicaria clubes de futebol, diz dirigente

Vice-presidente do Conselho de Administração do West Ham, Karren Brady, durante conferência do Partido Conservador em Manchester. 05/10/2015Suzanne Plunkett

LONDRES (Reuters) - Os times de futebol britânicos podem começar a ter dificuldades para contratar jogadores europeus e alguns atletas podem ser forçados a partir caso o país saia da União Europeia, disse uma das mulheres mais destacadas do esporte nesta sexta-feira.

Em uma carta endereçada aos dirigentes de outras equipes, Karren Brady, vice-presidente do Conselho de Administração do West Ham, disse que a integração à União Europeia tem ajudado na rápida transferência de jogadores para os times britânicos, pois as regras que liberam a movimentação de pessoas permitem que os atletas não precisem obter vistos ou permissões de trabalho.

Karren, uma das primeiras mulheres a assumir uma função diretiva em um clube britânico, é uma dos vários executivos em posições de liderança na Grã-Bretanha que apoiam a campanha pela permanência na UE, antes de um referendo sobre o assunto a ser realizado em algum momento a partir de junho.

Ela mantém contato também com o Partido Conservador, do primeiro-ministro David Cameron.

Num pedido para que outros dirigentes se juntem à campanha pela permanência na União Europeia, Karren disse que os clubes se beneficiaram da integração à UE ao receberem financiamentos para promover o esporte, e também ao poderem sondar jogadores se valendo de voos e ligações telefônicas mais baratas por causa do mercado comum no bloco.

“Ficar às margens do assunto não pode ser uma opção neste referendo, e eu os exortaria a se manifestarem sobre os benefícios para seus clubes e o jogo em geral”, afirmou ela na carta, divulgada pela campanha “Grã-Bretanha Mais Forte na Europa”, da qual ela é uma das organizadoras.

“Todos os clubes e torcedores se beneficiam dos atos, leis e financiamentos europeus. Deixar a UE prejudicaria nossos campeonatos, criaria incerteza para as transferências europeias e seria um retrocesso para as próximas gerações de jogadores de futebol”, acrescentou ela. 

Reportagem de Elizabeth Piper

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