COI pede vigilância contra vírus Zika para Rio 2016

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016 16:50 BRST
 

Por Karolos Grohmann

(Reuters) - O Comitê Olímpico Internacional (COI) garantiu nesta sexta-feira às delegações que irão viajar ao Rio de Janeiro em agosto para a Olimpíada que o evento estará seguro em relação ao vírus Zika, mas fez um apelo aos visitantes a se protegerem enquanto estiverem na região.

O COI ofereceu aconselhamento para minimizar o risco de infecção do vírus, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, e disse que os viajantes com destino ao Brasil devem consultar as agências de saúde de seus países.

Entre as recomendações está o uso de repelente de mosquito e camisas e calças de manga comprida. As mulheres com suspeita de gravidez foram incentivadas a discutir a viagem com seus planos de saúde.

    "O COI está em contato constante com a Organização Mundial de Saúde (OMS) para ter certeza de que temos acesso às informações e orientações mais atualizadas, deste momento até a data dos Jogos", declarou a comissão médica da entidade.

    "Ao mesmo tempo, os Comitês Olímpicos Nacionais (NOCs, na sigla em inglês) deveriam consultar as autoridades de saúde de seus países para receberem conselhos e orientação", afirmou em uma nota para as NOCs e as federações esportivas internacionais.

    O vírus Zika, que está se espalhando rapidamente por toda a América do Sul e Central, foi clinicamente relacionado a uma má formação cerebral conhecida como microcefalia.

O vírus, que é primo próximo da dengue e da febre chikungunya, causa febre moderada, erupção cutânea e vermelhidão nos olhos. Estimadas 80 por cento das pessoas infectadas não exibem sintomas, o que torna difícil para as grávidas saberem se foram contaminadas. Não existe vacina ou tratamento disponível para o Zika.

    A maior parte do esforço contra a doença se concentra na proteção das pessoas contra as picadas de mosquito e à redução das populações do inseto.   Continuação...

 
Funcionários do Rio lançam inseticida no Sambódromo.  26/1/2016.  REUTERS/Pilar Olivares