Crítica a plano de presidenciável da Fifa para ampliação da Copa esquenta disputa

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016 13:02 BRST
 

Por Simon Evans

MIAMI (Reuters) - O plano do candidato a presidente da Fifa Gianni Infantino de ampliar para 40 as seleções participantes da Copa do Mundo recebeu duras críticas de dois de seus rivais na quinta-feira, esquentando a campanha que irá eleger o novo chefe da entidade assolada por escândalos de corrupção.

Quatro dos cinco candidatos a substituir Joseph Blatter na votação de 26 de fevereiro em Zurique fizeram apresentações a membros da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf, na sigla em inglês) no hotel de um aeroporto de Miami.

Normalmente tais reuniões acontecem a portas fechadas, mas as autoridades da Concacaf permitiram a presença da mídia no local para um raro vislumbre de como os candidatos à presidência da Fifa fazem suas propostas ao eleitorado --os líderes das federações nacionais de futebol.

O protocolo dessas ocasiões geralmente pede que os postulantes evitem criticar uns aos outros publicamente.

Mas o plano de Infantino, secretário-geral da Uefa, de criar oito novas vagas no Mundial foi atacado tanto pelo presidente da Confederação Asiática de Futebol, o xeique Salman Bin Ebrahim Al Khalifa, quanto pelo ex-vice-secretário-geral da Fifa Jérôme Champagne.

Salman fez uma apresentação de seu manifesto em powerpoint e, quando discutiu o maior torneio da Fifa, apareceram no telão as palavras "Promessas de mais vagas na Copa do Mundo durante o período de eleição não são profissionais".

O dirigente do Barein disse que quaisquer mudanças deveriam ser bem explicadas e conquistar ampla aceitação antes de serem introduzidas.

Champagne foi ainda mais incisivo em sua rejeição à proposta de Infantino.   Continuação...

 
Candidato a presidente da Fifa Gianni Infantino na Suíça. 22/01/2016 REUTERS/Denis Balibouse