Dinheiro de transferência de jogadores beneficia agentes, e não jovem talento, diz sindicato

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016 20:03 BRST
 

Por Philip Blenkinsop

BRUXELAS (Reuters) - A parcela dos recursos de transferências destinada para a preparação de jovens jogadores, sob um esquema de compensação da Fifa, atingiu uma baixa recorde e é uma fração mínima das comissões cada vez maiores de agentes, disse nesta segunda-feira o sindicato mundial dos jogadores, o FiFPro.

O FIFPro, que busca abolir o atual sistema de transferências, afirmou que havia apresentado as informações, compiladas, mas não divulgadas publicamente pela Fifa, a integrantes do Parlamento Europeu nesta segunda num evento em Bruxelas.

"O sistema de transferências está beneficiando bem mais os agentes do que os clubes de futebol que produzem os talentos”, afirmou o secretário-geral do sindicato, Theo van Seggelen.

"Como isso pode estar correto? É crucial que o sistema seja remodelado.”

Em 2001, a Fifa iniciou um sistema de compensação para clubes que desenvolvem jogadores entre 12 e 21 anos, para estimular os investimentos em academias para jovens.

No entanto, o relatório anual mais recente do sistema sobre esses investimentos mostrou que a soma no ano passado foi somente 20,7 milhões de dólares, ou 0,5 por cento de 4,2 bilhões de dólares de transferências de jogadores.

A porcentagem é a mesma da anterior baixa recorde registrada de 2012, diz o FIFPro.