Fifa recomenda expulsão vitalícia de ex-chefes de federações do Chile e da Colômbia

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016 10:31 BRST
 

Por Brian Homewood

ZURIQUE (Reuters) - O principal investigador do comitê de ética da Fifa recomendou o afastamento vitalício de dois ex-presidentes das federações de futebol do Chile e da Colômbia depois de descobrir indícios de má-conduta nos termos do regulamento da entidade, incluindo propina e corrupção.

O colombiano Luis Bedoya, ex-membro do comitê executivo da Fifa, e o chileno Sergio Jadue já admitiram sua culpa nos Estados Unidos por acusações de conspiração para extorquir e conspiração em fraude eletrônica, de acordo com o Departamento de Justiça norte-americano.

Eles estão entre as mais de três dezenas de dirigentes indiciados nos EUA em um escândalo de corrupção que mergulhou a Fifa na pior crise de seus 111 anos de história.

Nesta quinta-feira, o comitê de ética da Fifa disse que o inquérito de seu investigador-chefe, Cornel Borbely, revelou o que acredita serem violações de seis artigos de seu código de ética, entre eles um a respeito de propina e corrupção.

As outras envolvem artigos sobre conduta geral, lealdade, dever de divulgação, conflitos de interesse e obrigação geral de colaborar.

Não ficou claro se algum dos ex-presidentes irá apelar, nem foi possível entrar em contato com seus advogados de imediato.

Bedoya foi presidente da federação da Colômbia de 2006 até o ano passado, e também foi membro do comitê executivo da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Ele ainda fez parte do comitê executivo da Fifa de 2014 a 2015.

Jadue foi presidente da federação chilena de janeiro de 2011 até novembro, quando renunciou, e também participou do comitê executivo da Conmebol.

(Reportagem adicional de Brenna Hughes Neghaiwi)

 
Ex-presidente da federação colombiana de futebol Luis Bedoya, em Bogotá. 01/06/2015 REUTERS/John Vizcaino