Contra o Zika, Brasil pede mais camisas de manga comprida para atletas

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016 14:52 BRT
 

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Preocupado em proteger os atletas contra o Zika vírus durante a Olimpíada, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) decidiu aumentar a distribuição de camisas de manga comprida aos competidores que vão disputar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em agosto.

Além dessa precaução, os quartos da delegação brasileira na Vila Olímpica serão protegidos com telas contra mosquitos e equipados com ar-condicionado, e os atletas do país serão orientados a usar repelente para evitar a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

"Conversamos com o fornecedor de uniforme para aumentar uma ou duas camisas de manga comprida para que o atleta tenha mais opção de trocar durante os 30 dias que vai estar no Rio", disse o diretor-executivo do COB, Marcus Vinicius Freire, em entrevista à Reuters na sede da entidade.

Segundo o COB, ainda não está definida o quantidade de material a ser entregue aos atletas.

A empresa que fornecerá o uniforme do Time Brasil nos Jogos informou, por meio da assessoria de imprensa, que não vai comentar o assunto.

As medidas de precaução contra o Zika adotadas pelo COB vão se repetir também nos pontos de apoio para a delegação do Brasil em diferentes regiões da cidade. Serão mais de 400 atletas do país que vão disputar os Jogos e nem todos ficarão na vila por questões de logística.

A preocupação com o Zika vírus, que foi relacionado pelo Ministério da Saúde a milhares de casos de bebês com microcefalia no país, tem levado atletas e treinadores estrangeiros a cogitarem não vir ao Rio para a Olimpíada.

A goleira de futebol da seleção feminina dos Estados Unidos, Hope Solo, disse na quinta-feira que é improvável que se junte a suas colegas de equipe que disputarão os Jogos sem ter mais informações sobre o vírus, já que pretende ter filhos e está preocupada com os efeitos da doença.   Continuação...

 
Mosquitos Aedes aegypti vistos em laboratório de Campinas. 02/02/2016 REUTERS/Paulo Whitaker