2 de Março de 2016 / às 22:52 / um ano atrás

Corte de gastos da Rio 2016 atinge aparelhos de TV e cardápio de dirigentes olímpicos

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O comitê organizador dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro decidiu que entre os cortes de gastos para o evento deste ano estão a redução de televisores e impressoras, cardápio mais enxuto para dirigentes e menor contingente de voluntários.

Os cortes de gastos foram acertados no final do ano passado e detalhados ao Comitê Olímpico Internacional (COI) por representantes do comitê Rio 2016 em Lausanne, na Suíça, nesta quarta-feira. Os organizadores resolveram cortar gastos para evitar um estouro de cerca de 10 por cento no orçamento de 7,4 bilhões de reais.

"Nosso orçamento está equilibrado e sabemos quanto é nossa receita e nossa despesa. A crise afetou todo mundo e poderíamos ter mais patrocínios", disse à Reuters por telefone o diretor de comunicação do Rio 2016, Mario Andrada.

O comitê organizador também eliminou alguns equipamentos temporários para enfrentar o dólar alto e a crise econômica no país.

"Como parte da receita do comitê é em dólar e uma parcela importante dos gastos também é em moeda americana, as contas tiveram que ser refeitas. A inflação mais alta e o apetite por ingressos também influenciaram no equilíbrio das contas do comitê", afirmou o diretor-geral do Rio 2016, Sidney Levy, a jornalistas.

Os cortes de gastos afetaram a infraestrutura dos Jogos, como instalações da arena de vôlei de praia e arquibancadas da Lagoa, onde acontecerão provas de remo e canoagem. Na Vila dos Atletas, por exemplo, não haverá mais aparelhos de TVs em todas os cômodos dos apartamentos de dois e três quartos. Além disso, o cardápio oferecido à família olímpica terá menos opções.

O número de telefones fixos e impressoras utilizado pelo comitê também foi significativamente reduzido, assim como a contratação de consultores internacionais que costumam ter remuneração em dólar.

"São cortes sem afetar a entrega e a qualidade dos Jogos", assegurou Levy. "O campo de jogo e as arenas estão garantidos."

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, aprova a redução nos gastos. "Acho ótimo anunciar cortes. Se cobram isso da (presidente) Dilma todo dia e da dona de casa também por que não cortar?", disse.

A cinco meses dos Jogos, a maior preocupação nos preparativos dos Jogos é a conclusão do Velódromo, que tem 83 por cento da obra executada e precisa ficar pronto para o evento-teste previsto para o fim de abril.

Outra demanda do COI é uma pintura melhor do Estádio Olímpico, o que o prefeito chamou de algo simples e uma "embelezadinha".

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