March 3, 2016 / 7:44 PM / a year ago

Laboratório de exame antidoping estará pronto na Rio 2016, diz Nuzman

4 Min, DE LEITURA

Nuzman durante entrevista. 1/9/15. Reuters/Paul Childs

LONDRES (Reuters) - O laboratório antidoping que irá realizar exames de atletas durante a Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016 estará totalmente adaptado aos regulamentos da Agência Mundial Antidoping (Wada), garantiu o presidente do comitê organizador dos Jogos, Carlos Nuzman, nesta quinta-feira.

A Wada retirou as credenciais do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD), que custou 25 milhões de dólares, em 2013 porque o órgão não atingiu os padrões exigidos, e restituiu-as no ano passado.

Mas o país precisa aprovar até 18 de março a criação de um tribunal independente para julgar casos de doping no esporte, separado das atuais instâncias da Justiça desportiva, sob pena de ser descredenciado pela Wada. A presidente Dilma Rousseff deve assinar um decreto que estabelece a criação do tribunal, para que os exames antidoping da Olimpíada não sejam transferidos para outro local a um custo considerável.

"O laboratório estará totalmente adaptado ao quadro legal correto, o que significa que estará operando totalmente nos Jogos", disse Nuzman à Reuters durante uma coletiva de imprensa em Londres.

"Toda a redação foi aprovada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pela Wada, pelo governo federal e pelo comitê organizador. Preferimos fazê-lo até o dia 15 de março. Esperamos ter este documento final até lá."

As regras da Wada dizem que casos de doping devem ser tratados por um tribunal especializado e independente, e não por um tribunal geral de esportes, como ocorre atualmente no Brasil.

O doping é uma questão importante a atingir a primeira Olimpíada da América do Sul, já que a Rússia está impedida de participar de competições internacionais de atletismo devido ao uso generalizado de doping de seus atletas e o Quênia está lutando para implementar novas medidas antidoping até um prazo de abril para que seja considerado em dia com suas obrigações.

 

Nada a Esconder

Os preparativos para os Jogos do Rio também vêm sendo prejudicados por atrasos nas obras, a economia em crise do país e o surto de Zika vírus. Esta semana a organização do evento sofreu mais um golpe quando promotores franceses que investigam a corrupção no atletismo questionaram o processo de seleção do Rio e de Tóquio como sedes olímpicas.

Nuzman garantiu que o Rio não tem nada a esconder. "Nós fizemos isso de forma limpa", disse ele. "A margem de vitória foi grande e tivemos forte apoio de um grande número de membros (do COI)."

A cinco meses da cerimônia de abertura, Nuzman disse que o único local de competição atrasado é o velódromo. Ele também negou os relatos de que os atletas serão cobrados pela instalação de redes anti-mosquito em seus quartos, dizendo que o comitê organizador concordou em pagar por ar-condicionado para minimizar o risco de infecção do Zika vírus.

Indagado se está preocupado com o fato de que só 47 por cento dos ingressos dos Jogos já foram vendidos, Nuzman afirmou que os brasileiros "adoram deixar tudo para a última hora", lembrando o caso da Copa do Mundo de 2014.

Ao mesmo tempo, ele disse não haver planos de doar entradas para crianças de famílias pobres. "Esta é sempre uma situação difícil. O comitê organizador decidiu não oferecer ingressos para convidados."

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below