Laboratório de exame antidoping estará pronto na Rio 2016, diz Nuzman

quinta-feira, 3 de março de 2016 16:40 BRT
 

Por Martyn Herman

LONDRES (Reuters) - O laboratório antidoping que irá realizar exames de atletas durante a Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016 estará totalmente adaptado aos regulamentos da Agência Mundial Antidoping (Wada), garantiu o presidente do comitê organizador dos Jogos, Carlos Nuzman, nesta quinta-feira.

A Wada retirou as credenciais do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD), que custou 25 milhões de dólares, em 2013 porque o órgão não atingiu os padrões exigidos, e restituiu-as no ano passado.

Mas o país precisa aprovar até 18 de março a criação de um tribunal independente para julgar casos de doping no esporte, separado das atuais instâncias da Justiça desportiva, sob pena de ser descredenciado pela Wada. A presidente Dilma Rousseff deve assinar um decreto que estabelece a criação do tribunal, para que os exames antidoping da Olimpíada não sejam transferidos para outro local a um custo considerável.

"O laboratório estará totalmente adaptado ao quadro legal correto, o que significa que estará operando totalmente nos Jogos", disse Nuzman à Reuters durante uma coletiva de imprensa em Londres.

"Toda a redação foi aprovada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pela Wada, pelo governo federal e pelo comitê organizador. Preferimos fazê-lo até o dia 15 de março. Esperamos ter este documento final até lá."

As regras da Wada dizem que casos de doping devem ser tratados por um tribunal especializado e independente, e não por um tribunal geral de esportes, como ocorre atualmente no Brasil.

O doping é uma questão importante a atingir a primeira Olimpíada da América do Sul, já que a Rússia está impedida de participar de competições internacionais de atletismo devido ao uso generalizado de doping de seus atletas e o Quênia está lutando para implementar novas medidas antidoping até um prazo de abril para que seja considerado em dia com suas obrigações.

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Nuzman durante entrevista.  1/9/15.  Reuters/Paul Childs