3 de Março de 2016 / às 22:05 / em 2 anos

Ferrari testa na Espanha protótipo de proteção para o cockpit na F1

LONDRES (Reuters) - Um protótipo do chamado “halo”, dispositivo para a proteção da cabeça, fez o seu teste de estreia na Fórmula 1 nesta quinta-feira na Espanha, com Kimi Raikkonen dizendo que a visibilidade é “OK”, depois de percorrer o circuito com o equipamento anexado ao cockpit da sua Ferrari.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) tem dito que uma versão do equipamento, que é fixado ao cockpit em três pontos e inclui um pilar central bem em frente ao piloto, pode ser adotado no ano que vem.

Um porta-voz da Ferrari afirmou que a versão testada era uma estrutura provisória para avaliar as linhas de visão, com Raikkonen completando duas voltas. “Kimi disse que era ‘OK’ em termos de visibilidade”, disse o porta-voz.

A maioria dos pilotos é a favor do dispositivo, desenhado para proteger contra o impacto de destroços soltos na pista, potencialmente mortal. No entanto, alguns têm ressalvas sobre o quão rápido eles poderiam deixar o caro em caso de um acidente.

“É importante para a segurança, e eu sou totalmente a favor. Eu acho que a gente precisa disso”, disse à Reuters na semana passada o piloto da Williams Felipe Massa, que sofreu um ferimento na cabeça, quase fatal, quando dirigia para a Ferrari na Hungria em 2009.

”A aparência não é boa, mas é por um grande motivo”, disse Jenson Button, da McLaren, ao canal de TV esportivo da Sky, no circuito em Barcelona.

“Eu não tenho certeza de como a gente vai sair em cinco segundos, mas eu acho que é algo que é necessário no esporte.”

O piloto da Mercedes Nico Rosberg declarou que o dispositivo era potencialmente um “enorme passo para a segurança”.

“Eu acho que é definitivamente necessário. OK, visualmente você pode dizer que não fica tão bom quanto agora, mas de alguns ângulos pareceu muito legal, na verdade”, disse o alemão.

A Fórmula 1 tem avaliado os prós e os contras do halo, comparado com a possibilidade de fechamento total, uma opção que alguns temem que poderia deixar o piloto preso no caso de uma batida.

A melhora da proteção para a cabeça se tornou uma prioridade depois das mortes no ano passado do britânico Justin Wilson, ex-piloto da F1 que foi ferido na cabeça por destroços num acidente da IndyCar, e do francês Jules Bianchi.

Bianchi, a primeira fatalidade entre pilotos da F1 em 21 anos, morreu em julho, nove meses depois de sofrer contusão grave na cabeça durante o GP do Japão em 2014.

Reportagem de Alan Baldwin

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