Velejadores britânicos preparam “pacote de proteção” para Olimpíada do Rio

sábado, 5 de março de 2016 17:16 BRT
 

Por Alexander Smith

LONDRES (Reuters) - Lavar as mãos obsessivamente, bochechos e tomar cápsulas de alho são algumas das precauções que a equipe britânica de vela está tomando para a Olimpíada do Rio de Janeiro.

Com as águas poluídas da Baía de Guanabara como motivo de preocupação, e também o Zika vírus, os atletas não querem se arriscar já que buscam melhorar a contagem de cinco medalhas da Olimpíada de Londres 2012 e recuperar a vantagem que perderam para a Austrália.

Giles Scott, da classe Finn, disse que o foco está em obter o máximo de tempo possível na água no Rio para ajudar a dominar as variações das marés complexas, os ventos ocasionais e o lixo flutuante.

No entanto, uma das principais preocupações para Scott, que irá competir em sua primeira Olimpíada, e de outros iatistas britânicos é evitar doenças a partir da água e, para isso, eles possuem um regime estrito para limitar os riscos.

"(É) algo realmente simples... como higiene no banheiro, mas o tempo todo. Temos isso fixado e podemos focar em velejar”, disse à Reuters o número um do mundo na classe Finn antes da RYA Boat Show.

Supondo que eles se mantenham saudáveis, há ainda o risco dos sacos de plástico e outros tipos de lixo se emaranharem aos barcos dos atletas.

“Isso é um pouco preocupante para nós, mas será parte da Olimpíada do Rio, infelizmente”, disse Scott, que está dando uma folga da equipe do compatriota Ben Ainslie na America's Cup para se concentrar em “batalhas pessoas” no Rio.

Scott espera ver uma competição forte com seus rivais da Nova Zelândia, França, Croácia, Alemanha e Eslovênia, contra os quais a Grã-Bretanha tem uma equipe menos experiente que a de 2012.