EUA deixam para atletas decisão final sobre ir aos Jogos no Rio

segunda-feira, 7 de março de 2016 18:28 BRT
 

BEVERLY HILLS, EUA (Reuters) - O Comitê Olímpico dos Estados Unidos está tomando medidas para limitar o risco de atletas contraírem o vírus Zika nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro e para tratar quem possa vir a ser infectado, mas vai deixar que cada competidor tome a decisão final sobre a viagem, disseram autoridades nesta segunda-feira.

O vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, associado com um surto de microcefalia em recém-nascidos, atinge o Brasil com força e se espalha em boa parte da América Latina e do Caribe, criando preocupações para atletas que planejam competir em agosto no Rio, principalmente para as competidoras que pensam em ter filhos depois dos Jogos.

O Comitê Olímpico dos EUA (USOC) vai fornecer mosquiteiros e repelentes para os atletas e considera a possibilidade de ter uma equipe médica adicional para lidar com as preocupações ligadas à doença, disse o executivo-chefe do comitê, Scott Blackmun, à imprensa, em Los Angeles, nesta segunda-feira.

"Vai caber a cada atleta, individualmente, tomar a sua decisão”, afirmou Blackmun, em referência ao esperados 550 competidores norte-americanos. “Não queremos entrar no negócio de fazer política de saúde.”

Na sexta-feira, o comitê formou um grupo de três conselheiros médicos voluntários para proteger os atletas e o pessoal da delegação de doenças infecciosas, incluindo o Zika, no Rio. Dos três, duas são mulheres, afirmou Blackmun, lembrando que os organizadores estão cientes de que o Zika representa um risco maior para as mulheres.

"Eu não estou ciente de nenhum atleta que tomou a decisão de não ir por causa das condições no Rio”, declarou ele.

(Por Scott Malone e Joshua Schneyer)