Lentidão da Rússia para reagir a escândalo de doping ameaça participação na Rio 2016

sexta-feira, 11 de março de 2016 13:29 BRT
 

Por Mitch Phillips

MÔNACO (Reuters) - A participação da Rússia na Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016 deve continuar sendo uma incógnita nesta sexta-feira, já que não se espera que a força-tarefa de uma operação da Agência Mundial Antidoping (Wada) faça uma recomendação favorável quando se reportar à Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf).

Vendo o tempo acabar, o ministro russo dos Esportes, Vitaly Mutko, também disse não esperar nenhuma "notícia revolucionária" na reunião da Iaaf.

O norueguês Rune Andersen, ex-diretor da Wada e líder da força-tarefa de cinco membros que analisa os esforços de reforma da Rússia após o atletismo do país ser suspenso das competições internacionais em novembro passado, irá falar ao Conselho da Iaaf, que administra os assuntos da entidade.

Fontes a par da situação afirmaram que Andersen não deve fazer qualquer tipo de recomendação no que diz respeito a manter a suspensão ou tomar medidas para encerrá-la.

Na semana passada, um documentário exibido na rede de televisão alemã ARD disse que a Rússia avançou pouco nas reformas, que treinadores afastados por doping ainda trabalham no país e que autoridades recém-nomeadas como parte das reformas estão alertando os atletas com antecedência sobre testes de doping.

O ex-presidente da Wada Dick Pound, coautor do relatório da comissão da Wada que levou ao banimento da Rússia, afirmou na quarta-feira que não acredita que o país está mostrando a urgência necessária para realizar as mudanças exigidas.

O programa de atletismo da Rio 2016 começa em 12 de agosto, mas a inscrição precisa ser entregue cerca de um mês antes – tarde demais para a ampla maioria dos atletas russos, que ainda precisariam obter os índices olímpicos para participar.

 
Presidente da comissão independente da Agência Mundial Antidoping (Wada), Dick Pound.  14/01/2016   REUTERS/Michael Dalder