EUA fazem novo alerta sobre Zika e recomendam que grávidas evitem viagem para Rio 2016

segunda-feira, 11 de abril de 2016 18:33 BRT
 

Por Timothy Gardner e Jeff Mason

WASHINGTON (Reuters) - Importantes autoridades norte-americanas de saúde demonstraram uma preocupação maior nesta segunda-feira com a ameaça representada pelo Zika para os Estados Unidos, dizendo que o mosquito que espalha o vírus está agora presente em cerca de 30 Estados e que centenas de milhares de infecções poderiam ocorrer em Porto Rico.

Falando na Casa Branca, eles aumentaram a pressão para que o Congresso de maioria republicana aprove fundos emergenciais de aproximadamente 1,9 bilhão de dólares para o combate ao Zika, uma ação que o governo Barack Obama pediu em fevereiro.

"Tudo que nós olhamos em relação a esse vírus parece ser um pouco mais assustador do que inicialmente pensávamos”, afirmou Anne Schuchat, vice-diretora no Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

"Então, embora não esperamos ver uma transmissão local generalizada nos Estados Unidos continental, nós precisamos que os Estados estejam prontos para isso”, acrescentou.

O Zika, associado com vários casos de microcefalia entre recém-nascidos no Brasil, se alastra rapidamente na América Latina e no Caribe.

No momento em que o Brasil se prepara para sediar os Jogos Olímpicos em agosto, o Centro de Controle de Doenças norte-americano tem recomendado que gestantes evitem viajar para o país.

"Nós também queremos que as pessoas saibam que viajar para a região pode resultar em infecções ‘silenciosas’ ou infecções sem sintomas, e é muito importante tomar precauções durante o sexo para não espalhar o vírus”, disse Anne Schuchat.

A Casa Branca afirmou na semana passada que na falta de fundos de emergência vai redirecionar 589 milhões de dólares, a maior parte dinheiro já aprovado pelo Congresso para atacar o Ebola, para os preparativos contra o Zika, antes que ele comece a aparecer nos EUA continental, à medida que o clima esquenta.   Continuação...

 
Dr. Fauci e Dra. Anne Schuchat falam sobre Zika em Washington.  11/4/2016. REUTERS/Kevin Lamarque