Situação política no Brasil não atrapalha preparação da Olimpíada do Rio, diz COI

segunda-feira, 18 de abril de 2016 16:30 BRT
 

(Reuters) - O Comitê Olímpico Internacional (COI) disse nesta segunda-feira que a situação política no Brasil não é um problema para a preparação dos Jogos do Rio de Janeiro 2016, que, segundo a entidade, podem unir o povo, independentemente de pontos de vista distintos.

A menos de quatro meses do início da Olimpíada do Rio, um porta-voz do COI disse em evento a jornalistas em Lausanne, Suíça, que a organização monitora de perto a situação sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e que a atual fase do desenvolvimento dos Jogos exige menos influência política.

"As preparações para os Jogos Olímpicos entraram em uma fase muito operacional, em que estes tipos de questões políticas possuem menos influência do que em outros estágios de organização dos Jogos Olímpicos", disse o porta-voz.

"Os Jogos Olímpicos levam um legado importante e proporcionam uma oportunidade importante de unir o povo do Brasil, não importando a experiência ou opiniões políticas."

Na semana passada, a chefe da comissão do COI que acompanha a preparação do Rio para a Olimpíada, Nawal El Moutawakel, elogiou os preparativos do país, destacando transformações na cidade tanto na infraestrutura, especialmente de transporte, quanto em termos de arenas esportivas.

O orçamento total dos Jogos Olímpicos é de 39,1 bilhões de reais, segundo mais recente levantamento da Autoridade Pública Olímpica, incluindo as obras de infraestrutura, as arenas esportivas e o orçamento do comitê organizador, que é privado.

No domingo, a Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma, num resultado que mostra a fragilidade política a que chegou o governo, tornando praticamente irreversível o afastamento da presidente.

(Por Karolos Grohmann, em Lausanne, e Caio Saad, no Rio de Janeiro)

 
Homens trabalhando ao lado da Arena Carioca 1, no parque olímpico, Rio de Janeiro.  11/04/2016       REUTERS/Ricardo Moraes