2 de Maio de 2016 / às 23:27 / um ano atrás

Título do Leicester na Inglaterra é uma das maiores surpresas esportivas

Jogadores do Leicester comemoram gol contra o Manchester United. 1/5/16. Reuters/Darren Staples

LONDRES (Reuters) - No início da temporada inglesa de futebol em agosto passado, as chances de o Leicester City ganhar o campeonato eram 5.000 contra 1 nas casas de apostas britânicas.

5.000 contra 1? Vamos colocar isso em perspectiva.

As casas de apostas ofereciam chances dez vezes mais generosas de que o monstro do Lago Ness seria descoberto. A probabilidade de o Leicester ser campeão era menor do que que Kim Kardashian se tornar presidente dos Estados Unidos. Estava em somente 2.000 contra 1 as chances de Elvis aparecer vivo.

Se Elvis Presley se materializasse agora, será que ele estaria vestindo a camisa do Leicester City que nesta segunda-feira se sagrou campeão inglês depois do Tottenham Hotspurs não ter conseguido derrotar o Chelsea?

Muitos aderiram a ideia de que, como filho mais famoso de Leicester, o ex-capitão da Inglaterra Gary Lineker indicou, “nós poderíamos estar celebrando a maior zebra esportiva de todos os tempos”.

Há incontáveis concorrentes a tal honra, de James “Buster” Douglas que nocauteou o aparentemente invencível Mike Tyson em 1990, até o time semiprofissional dos Estados Unidos vencendo a poderosa Inglaterra por 1 x 0 na Copa de 1950 no Brasil.

Esses eventos, porém, foram sensações muitos diferentes: uma vez só, somente um dia, um lampejo, choques que se deram num período de horas e que deixam lembranças para toda a vida.

Como ocorreu com o time de estudantes dos Estados Unidos batendo a profissional e supostamente invencível máquina de hóquei soviética na final olímpica de 1980, o chamado “Milagre no Gelo”.

Sempre em determinados momentos esses choques curtos e agudos testam a nossa credulidade. No ano passado, o mundo acompanhou a seleção de rúgbi da África do Sul, a eterna usina do rúgbi, vencida pelo Japão na Copa do Mundo.

A diferença no conto de fadas do Leicester é que ele não seu em um dia ou em um mês de torneio, como a improvável vitória da seleção de futebol Dinamarca na Euro de 1992.

O caso do Leicester é um de improbabilidade fantástica e sustentada, uma incredulidade, que cativou a imaginação do país e o seu amor pelo azarão por quase nove maravilhosos meses.

Aqui estavam os sem nenhuma esperança, os sobreviventes do rebaixamento que, com uma coleção de jogadores esforçados, todos comandados por um técnico que poucos torcedores queriam, bateram os melhores e mais ricos times da liga dominada por uma elite com muito recursos.

Um dos integrantes da equipe de remo da Grã-Bretanha para os Jogos Olímpicos, Jonny Walton, que é de Leicester, recentemente refletiu sobre suas chances de levar o ouro e disse que agora vivia sob um novo mantra.

“Chama-se: ‘fazendo como Leicester’”, explicou. “E eu estou cruzando meus dedos para ‘fazer como Leicester’ nos Jogos Olímpicos.”

Em outras palavras, tornando possível um sonho esportivo impossível.

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