China almeja consolidação esportiva na Rio 2016 e excelência em Tóquio

quinta-feira, 5 de maio de 2016 17:36 BRT
 

PEQUIM (Reuters) - A China pretende consolidar suas habilidades esportivas atuais na Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016 e conquistar uma "posição de liderança" nos Jogos de Tóquio em 2020, disse o Ministério dos Esportes do país nesta quinta-feira.

Os atletas chineses foram os que mais conquistaram medalhas na Olimpíada de Pequim de 2008, um feito acompanhado por uma onda de ufanismo que simbolizou o ápice do "sonho de 100 anos" da China de sediar o evento esportivo mais prestigiado do mundo.

Quatro anos mais tarde, nos Jogos de Londres, os chineses ficaram atrás do primeiro colocado, os Estados Unidos, no quadro de medalhas.

Ao revelar um plano extenso que delineia os objetivos amplos do setor esportivo da China para os cinco anos até 2020, o ministério afirmou que terá como meta fortalecer ainda mais a competitividade internacional do país.

"Na Rio 2016, trabalhar duro para manter e consolidar as vantagens existentes nos eventos esportivos e os resultados conquistados", disse a pasta.

"Na Olimpíada de Tóquio de 2020, esforçar-se para conquistar uma posição de liderança nos resultados esportivos", acrescentou, sem dar detalhes sobre como Pequim pretende fazê-lo.

Geralmente as medalhas olímpicas são conquistadas por uma minoria de atletas apoiados pelo governo que recebem grande amparo do Estado, e eventuais fracassos são acompanhados por uma enorme pressão pública e grande apreensão na volta para casa.

O governo alertou que a obsessão da nação asiática em conquistar medalhas de ouro causou problemas como a corrupção e que precisa ser descartada para que a corrupção seja eliminada de fato.

A China está se preparando para mais um holofote olímpico desde que Pequim, juntamente com a cidade vizinha de Zhangjiakou, conquistou no ano passado o direito de sediar os Jogos de Inverno de 2022. Só havia mais uma candidata no páreo – Almaty, maior cidade do Cazaquistão.   Continuação...