Juiz italiano absolve Conte, futuro técnico do Chelsea, de acusação de compra de resultado

segunda-feira, 16 de maio de 2016 12:02 BRT
 

CREMONA, Itália (Reuters) - Um juiz da Itália absolveu nesta segunda-feira Antonio Conte, o futuro técnico do time inglês Chelsea, da acusação de não ter feito nada para impedir um escândalo de compra de resultados em 2011, quando estava no comando do clube italiano Siena.

Conte, que irá treinar a seleção italiana durante a Euro 2016 antes de assumir como técnico do Chelsea, foi absolvido porque as acusações de fraude esportiva eram infundadas, disse o juiz Pierpaolo Beluzzi.

O treinador de 46 anos, que já sofreu uma punição de quatro meses de afastamento imposta pela Federação Italiana de Futebol (FIGC, na sigla em italiano) relacionada com o mesmo caso, sempre negou qualquer irregularidade.

"Foi uma absolvição plena... o que importa é que, para ele, esta história acabou", afirmou Francesco Arata, um dos advogados de Conte, aos repórteres após a leitura do veredicto. "Conversamos com Conte por telefone e ele ficou muito feliz".

Conte disputou mais de 400 partidas com a Juventus e, como técnico, ajudou o clube a conquistar três títulos consecutivos no Campeonato Italiano entre 2012 e 2014, assumindo a seleção da Itália mais tarde.

O inquérito ocorreu devido a supostas tentativas de manipular jogos das segunda e terceira divisões da liga italiana durante a temporada 2010-11, além de algumas partidas da Copa da Itália.

Também nesta segunda-feira, o tribunal de Cremona ordenou que cerca de 90 outras pessoas sejam julgadas no mesmo caso de acerto prévio de resultados, marcando o início das audiências para 6 de dezembro. Conte e cinco outros acusados preferiram ser julgados em um processo "abreviado".

A FIGC já realizou sua própria investigação do caso, e como resultado mais de 50 jogadores foram afastados por até cinco anos e vários clubes, entre eles Atalanta e Siena, perderam pontos.

(Por Valentina Accardo)

 
Antonio Conte durante evento no Azerbaijão.    09/10/2015       REUTERS/David Mdzinarishvili