Chefe de agência antidoping pede que Rússia não obstrua investigação

sexta-feira, 20 de maio de 2016 10:05 BRT
 

(Reuters) - O presidente da Agência Mundial Antidoping (Wada), Craig Reedie, exortou a Rússia a conceder acesso irrestrito dos inspetores da entidade aos atletas em suas chamadas "cidades fechadas".

Reedie escreveu ao ministro dos Esportes russo, Vitaly Mutko, duas semanas após uma autoridade alemã da Wada ser ameaçada de deportação pelo serviço de inteligência da Rússia, FSB, por tentar examinar um atleta paralímpico na cidade fechada de Tryokhgorny, de acordo com uma reportagem do jornal Times de Londres.

"Este tipo de ação é totalmente inaceitável, e o acesso total a estas 'cidades fechadas' deve ser garantido", disse Reedie ao Times. O termo se refere a cidades onde a Rússia restringe a movimentação de estrangeiros porque elas sediam instalações de segurança nacional.

A Wada suspendeu a Rússia de eventos de atletismo depois que uma investigação revelou uma ampla prática de doping patrocinada pelo Estado.

Reedie, que foi criticado por parte da mídia por parecer adotar uma postura tolerante com Moscou na questão, disse que a Rússia está demorando para aprimorar seu sistema antidoping e descartou a possibilidade de que o país se adapte às normas a tempo de participar dos Jogos Rio 2016, em agosto.

"Nosso cronograma pode levar dois anos para ser implementado no ritmo atual", disse.

         (Por Shravanth Vijayakumar)

 
Sede da Wada, em Montreal.    09/11/2015     REUTERS/Christinne Muschi/File Photo