Muhammad Ali, lenda do boxe, morre aos 74 anos nos EUA

sábado, 4 de junho de 2016 12:26 BRT
 

Por Ricardo Arduengo

SCOTTSDALE, Arizona (Reuters) - O ex-campeão mundial dos pesos pesados ​​Muhammad Ali, uma das figuras mais conhecidas do século 20 em razão de sua carreira lendária no boxe, talento como showman e posições políticas, morreu na sexta-feira aos 74 anos, nos Estados Unidos.

Ali, que sofria há muito tempo da doença de Parkinson, que prejudicou sua fala e fez o atleta quase um prisioneiro em seu próprio corpo, morreu um dia após ser internado em um hospital na região de Phoenix com problemas respiratórios.

Ainda assim, a declaração do jovem Ali sobre ele mesmo como "o maior" soou verdadeira até o fim para milhões de pessoas no mundo que o admiravam por sua coragem, tanto dentro como fora do ringue.

Juntamente com uma temível reputação como um lutador, ele falou contra o racismo, a guerra e a intolerância religiosa, enquanto projetava uma confiança inabalável e humor, tornando-se um modelo para os afroamericanos, no auge da era dos direitos civis.

"Muhammad Ali foi um dos maiores seres humanos que já conheci", disse George Foreman, que perdeu para Ali no Zaire em uma luta histórica em 1974 intitulada "Rumble in the Jungle" (a luta na floresta).

Ali gozava de popularidade que transcendia o mundo dos esportes, embora tenham sido raras suas aparições em público nos seus últimos anos.

Como primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama disse que Ali era "um homem que lutou por nós" e o colocou no panteão dos líderes dos direitos civis Martin Luther King Jr. e Nelson Mandela.

"Sua luta fora do ringue lhe custou seu título e sua posição pública. Isso lhe rendeu inimigos à esquerda e à direita, fez com que fosse insultado e quase o mandou para a prisão. Mas Ali se manteve firme. E sua vitória nos ajudou a nos acostumar com a América que reconhecemos hoje", disse Obama em comunicado.   Continuação...