Presidente da Fifa reage a críticos e diz que salário não foi decidido

domingo, 5 de junho de 2016 12:22 BRT
 

BERNA (Reuters) - O presidente da Fifa, Gianni Infantino, acusou o homem que planejou as reformas do organismo mundial de futebol de se comportar em um parque infantil e disse a jornais suíços que seu salário, ainda a ser confirmado, seria inferior a 2 milhões de francos suíços (2,05 milhões de dólares).

Infantino, eleito há três meses para tirar a Fifa do centro do pior escândalo de sua história, disse que seus "inimigos" queriam fazê-lo parecer ganancioso depois que um vazamento publicado por um jornal disse que ele teria se irritado com um pacote sugerido.

Infantino prometeu um novo começo, mas teve problemas após o Congresso conceder no mês passado ao conselho da Fifa o poder de nomear ou destituir membros de órgãos independentes, tais como a comissão de ética e comissão de auditoria e conformidade.

Domenico Scala, que como chefe da auditoria e conformidade liderou as reformas da Fifa, deixou seu cargo horas depois, dizendo que as comissões não eram mais independentes do Conselho e que as reformas haviam sido prejudicadas. 

O Frankfurter Allegemeine Zeitung afirmou no mês passado que detalhes vazados das reuniões do Conselho da Fifa mostraram que Infantino havia se irritado quando o comitê de compensação, que Scala também presidia, ofereceu a ele um salário de 2 milhões de fracos suíços por ano.

"Meu contrato está sendo negociado e este não é o lugar para revelar as especificações", disse Infantino em entrevista publicada no Le Matin e no Sonntagszeitung. "No entanto, uma vez assinado, mostrarei com prazer todos os detalhes e vocês verão que é menor do que os 2 milhões mencionados pela mídia".