Uefa investiga torcedores russos por violência na Euro 2016

domingo, 12 de junho de 2016 12:34 BRT
 

PARIS/MARSELHA (Reuters) - O órgão que comanda o futebol europeu, a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), iniciou um processo disciplinar contra a União Russa de Futebol neste domingo após a violência ocorrida ao final da partida da Rússia contra a Inglaterra na Euro 2016 em Marselha, na noite de sábado.

A Uefa alertou associações de futebol da Inglaterra e da Rússia de que se a violência de torcedores continuar, suas equipes podem ser desqualificadas do torneio Euro 2016.

Momentos após o apito final no Velódromo, apoiadores russos mascarados atacaram fãs da Inglaterra, dando socos e pontapés. Alguns torcedores da Inglaterra tiveram que escalar barreiras para escapar.

A Uefa afirmou que também investigará alegações de comportamento racista, além da jogada de mísseis e fogos de artifício.

O Ministro de Esportes russo, Vitaly Mutko, que havia negado inicialmente quaisquer distúrbios na multidão, disse que a Uefa está correta em investigar.

A violência no estádio ocorreu após três dias de confrontos entre torcedores ingleses, russos e franceses na cidade portuária do Mediterrâneo de Marselha, levando a uma forte resposta da polícia.

Um comunicado da Uefa afirmou que o órgão estava "enojado" pelos confrontos que ocorreram no centro da cidade de Marselha e expressou suas preocupações com os incidentes dentro do Velódromo.

"Esse tipo de comportamento é totalmente inaceitável e não tem lugar no futebol", disse a Uefa, acrescentando que uma decisão sobre sanções seria tomada dentro de alguns dias.

É a segunda vez em campeonatos europeus que a federação russa enfrenta sanções por conta de seus torcedores. A federação recebeu uma multa e uma dedução de seis pontos em sua campanha de qualificação na Euro 2016 após fãs atacarem os funcionários de segurança do estádio e por mostrarem cartazes ilícitos nos torneios de 2012 na Polônia e na Ucrânia.

As sanções podem incluir multas, serem forçados a jogar partidas a portas fechadas e até mesmo desqualificações.

(Reportagem adicional de Dominique Vidalon em Paris e Lidia Kelly em Moscou)