ENTREVISTA-Esperança alemã, velejador Buhl critica águas da Baía de Guanabara

quinta-feira, 16 de junho de 2016 15:39 BRT
 

Por Karolos Grohmann

EVIAN, França (Reuters) - O velejador alemão Philipp Buhl irá buscar uma medalha na Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016 em menos de dois meses para completar sua coleção, mas alerta que as águas da Baía da Guanabara podem se mostrar um adversário traiçoeiro.

O esportista de 26 anos, que conquistou a prata nos campeonatos mundial e europeu do ano passado na classe laser, passou boa parte dos últimos cinco anos se preparando para sua primeira participação em uma Olimpíada.

"Eu não consegui me classificar para Londres (2012), e foi aí que escolhi o Rio como minha meta", contou ele à Reuters em uma entrevista por telefone nesta quinta-feira.

"Em meados da temporada de 2015 ficou claro que eu tinha garantido minha vaga no Rio. Desde então, praticamente só tive esse objetivo – conquistar uma medalha no Rio."

Buhl não é um novato na Guanabara, onde já competiu cinco vezes, mas os velejadores olímpicos irão se deparar com poluição, objetos flutuantes, correntes fortes e ventos imprevisíveis.

A poluição, que fez alguns atletas ficarem doentes, entre eles seu compatriota Erik Heil em 2015, é uma das maiores preocupações.

"Minha opinião é que a qualidade da água não é boa, ou é muito ruim", disse Buhl. "Houve casos de doenças, como a de Erik Heil, e abreviar a competição de um velejador na Olimpíada é de longe o pior que pode acontecer, por causa dos longos preparativos que essencialmente marcaram sua vida inteira".

"Isso seria uma catástrofe, mas estive lá cinco vezes e voltei saudável todas elas. Espero conseguir fazê-lo mais duas vezes nos preparativos lá e nos Jogos", acrescentou.   Continuação...

 
Barco coleta lixo na Baía de Guanabara.  3/8/2014. REUTERS/Sergio Moraes