Brasil está dividido, mas Olimpíada não tem relação com política, diz chefe do COI

quinta-feira, 16 de junho de 2016 18:45 BRT
 

SANTOS (Reuters) - O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, afirmou nesta quinta-feira que, apesar de o Brasil estar dividido politicamente, a Olimpíada não tem relação com a política e pode ajudar a unificar o país.

Durante evento no Museu Pelé, em Santos, Bach disse que os Jogos do Rio de Janeiro, de 5 a 21 de agosto, são também uma oportunidade de o Brasil mostrar eficiência ao mundo.

"O Brasil está em uma situação muito difícil. Neste momento é um país dividido, com crise política, social, financeira, mas você pode ver que os Jogos Olímpicos não têm relação com a política, eles ajudam a unificar", declarou Bach a jornalistas.

"Esses Jogos Olímpicos são uma oportunidade única para os brasileiros mostrarem ao mundo como eles realmente são, o que eles têm para oferecer, sua paixão, hospitalidade e, ao mesmo tempo, mostrar que são muito eficientes. Essa seria uma grande mensagem ao mundo", acrescentou.

O COI trabalhou durante quase todo o período de preparação dos Jogos com a presidente Dilma Rousseff, afastada do cargo desde 12 de maio devido a um processo de impeachment. A partir de então, o governo passou a ser comandado interinamente por Michel Temer, que deu garantias à entidade internacional sobre o compromisso do Brasil na realização da primeira Olimpíada na América do Sul.

"Estamos muito felizes com o compromisso do governo federal. Estávamos trabalhando muito bem com o governo Dilma e estamos trabalhando muito bem agora com Temer. Esse é mais um exemplo de que a Olimpíada está acima da política", disse Bach, que homenageou Pelé no encontro em Santos.

O presidente do COI elogiou os preparativos do Rio, mas afirmou que as semanas que antecedem a Olimpíada são as mais difíceis, "porque há muitos detalhes" a serem feitos.

"A preparação para a Olimpíada é sempre uma batalha. Aqui no Rio vemos um grande legado para a cidade e os brasileiros", declarou o dirigente, citando melhorias na infraestrutura.

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Pelé e Bach em evento no Museu Pelé, em Santos
16/6/2016  REUTERS/Paulo Whitaker