Ministro da Justiça garante que não há risco à segurança da Olimpíada

sexta-feira, 17 de junho de 2016 17:18 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os brasileiros podem ficar tranquilos com a segurança dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, apesar de supostas movimentações do Estado Islâmico em rede social e aplicativo, afirmou nesta sexta-feira o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

Segundo ele, não há motivos para pânico, porque vários esforços na área de segurança vem sendo feitos há meses e em cooperação com órgãos e agentes de outros países.

“Não há nenhum risco e não há nada que as pessoas tenham que se preocupar“, disse ele a jornalistas em evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Recentemente, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin)disse ter detectado a autenticidade de um perfil do Twitter em que um francês integrante do Estado Islâmico afirma que o Brasil seria o próximo alvo do grupo radical. Na quinta-feira, a agência revelou que uma conta em português no aplicativo Telegram foi aberta para troca de informações sobre o EI.

O ministro garantiu que a segurança dos Jogos foi mantida de acordo com o planejamento, mesmo com as manifestações supostamente ligadas ao Estado Islâmico. “Não há nada que tenha sido alterado em relação à segurança. A troca de informação está sendo realizada e a Abin simplesmente confirmou a existência desse site. Nada de concreto“, afirmou.

O plano de segurança dos Jogos prevê que agentes de inteligência de vários países vão chegar ao Brasil 15 dias antes da Olimpíada, que começa em 5 de agosto, para trabalhar em parceria com as forças locais e na troca de informações sobre eventuais movimentações terroristas pelo mundo que possam ter repercussão aqui.

Na Olimpíada do Rio, haverá um Centro Integrado Antiterrorismo --o primeiro desse tipo em Jogos, segundo o governo--, que ficará baseado em Brasília e contará com a presença de agentes de diversos países, entre eles Estados Unidos, Rússia, Israel e França e outros.

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Alexandre de Moraes durante reunião no Palácio do Planalto.  16/5/2016. REUTERS/Ueslei Marcelino