17 de Junho de 2016 / às 20:22 / em um ano

Ministro da Justiça garante que não há risco à segurança da Olimpíada

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os brasileiros podem ficar tranquilos com a segurança dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, apesar de supostas movimentações do Estado Islâmico em rede social e aplicativo, afirmou nesta sexta-feira o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

Alexandre de Moraes durante reunião no Palácio do Planalto. 16/5/2016. REUTERS/Ueslei Marcelino

Segundo ele, não há motivos para pânico, porque vários esforços na área de segurança vem sendo feitos há meses e em cooperação com órgãos e agentes de outros países.

“Não há nenhum risco e não há nada que as pessoas tenham que se preocupar“, disse ele a jornalistas em evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Recentemente, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin)disse ter detectado a autenticidade de um perfil do Twitter em que um francês integrante do Estado Islâmico afirma que o Brasil seria o próximo alvo do grupo radical. Na quinta-feira, a agência revelou que uma conta em português no aplicativo Telegram foi aberta para troca de informações sobre o EI.

O ministro garantiu que a segurança dos Jogos foi mantida de acordo com o planejamento, mesmo com as manifestações supostamente ligadas ao Estado Islâmico. “Não há nada que tenha sido alterado em relação à segurança. A troca de informação está sendo realizada e a Abin simplesmente confirmou a existência desse site. Nada de concreto“, afirmou.

O plano de segurança dos Jogos prevê que agentes de inteligência de vários países vão chegar ao Brasil 15 dias antes da Olimpíada, que começa em 5 de agosto, para trabalhar em parceria com as forças locais e na troca de informações sobre eventuais movimentações terroristas pelo mundo que possam ter repercussão aqui.

Na Olimpíada do Rio, haverá um Centro Integrado Antiterrorismo --o primeiro desse tipo em Jogos, segundo o governo--, que ficará baseado em Brasília e contará com a presença de agentes de diversos países, entre eles Estados Unidos, Rússia, Israel e França e outros.

SEM PLANO PARA REFUGIADOS

O ministro da Justiça afirmou que o plano para receber refugiados sírios criado pelo antigo titular da pasta, Eugênio Aragão, jamais saiu do papel e nunca teve um projeto elaborado.

A ideia era albergar no país cerca de 100 mil refugiados.

“Nada foi suspenso porque não existia esse programa...o ministério anterior não deixou nenhum projeto sobre isso”, declarou ele.

Moraes acrescentou que o Brasil continua conversas com a União Europeia, um dos principais destinos dos refugiados sírios, para saber qual a demanda de atendimento para que o governo possa iniciar a confecção de um projeto e “um programa real e concreto”.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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