Rússia protesta e resto do mundo celebra suspensão do atletismo do país

sexta-feira, 17 de junho de 2016 19:57 BRT
 

Por Mitch Phillips

(Reuters) - A Rússia declarou que a decisão da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) nesta sexta-feira de manter a suspensão do atletismo do país era injusta e ameaçou uma ação legal, enquanto o resto do mundo celebrou a medida e pediu para o Comitê Olímpico Internacional (COI) mantê-la.

"Estamos extremamente desapontados pela decisão da IAAF, que cria a situação sem precedentes em que os competidores de atletismo de todo um país são banidos de um Olímpiada”, afirmou o Ministério dos Esportes russo.

"Os sonhos de atletas limpos estão sendo destruídos por causa do comportamento repreensível de outros atletas e dirigentes.”

"Nós fazemos um apelo agora aos integrantes do Comitê Olímpico Internacional para considerarem não somente o impacto que a exclusão dos nossos atletas terá para os sonhos deles e do povo da Rússia, mas também para as próprias Olimpíadas, que perderão com a ausência deles.”

A IAAF aprovou por unanimidade a manutenção da suspensão da Rússia por doping sistemático, dizendo que o país não havia feito progresso suficiente nas reformas que dissipassem as preocupações com o abuso de drogas patrocinado pelo Estado.

A federação de atletismo russa culpou a imprensa, dizendo: “A pressão pela qual nós passamos nos últimos dias, antes da reunião do conselho, quando todos os dias tínhamos algum tipo de entrevista ou publicação que como regra traziam conotações negativas, influenciou a decisão sem dúvida”.

Yelena Isinbayeva, que esperava buscar o terceiro ouro no salto com vara no Rio de Janeiro e é uma das atletas mais proeminentes da Rússia, descreveu a decisão como uma violação dos direitos humanos.

“Eu não vou ficar quieta. Eu vou tomar medidas. Eu vou à corte de direitos humanos. Eu vou provar à IAAF e à Wada que elas tomaram a decisão errada”, afirmou ela, se referindo à Agência Mundial Antidoping.   Continuação...

 
Presidente da Iaaf Sebastian Coe concede entrevista em Vienna. 17/6/2016.  REUTERS/Leonhard Foeger