Austrália cobra aumento de segurança para Rio 2016 após atleta ser assaltada

terça-feira, 21 de junho de 2016 14:46 BRT
 

Por Nick Mulvenney

SYDNEY (Reuters) - O Comitê Olímpico Australiano exigiu que o Rio de Janeiro reforce a segurança na cidade depois que uma velejadora paralímpica e uma integrante da equipe foram assaltados à mão armada durante um treinamento para a Olimpíada de agosto no fim de semana.

A chefe da missão olímpica da Austrália, Kitty Chiller, disse que o incidente foi um "pequeno alerta" e que escreveu ao comitê organizador Rio 2016 e ao prefeito do Rio, Eduardo Paes, cobrando uma ação.

"Estamos exigindo que o nível das forças de segurança, que são cerca de 100 mil, seja revisto e também estamos pedindo que elas sejam acionadas mais cedo, antes da época dos Jogos, especialmente ao redor de locais de treino e competição", disse ela repórteres em Sydney.

"Não é um incidente isolado", acrescentou. "Chegou a um ponto agora em que passos e medidas têm que ser tomados para fazer com que todos os membros de nossa equipe que vão ao Rio para os Jogos Olímpicos no mês que vem estejam seguros".

A velejadora paralímpica Liesl Tesch e a fisioterapeuta Sarah Ross contaram que estavam andando de bicicleta em um parque próximo de seu hotel, na praia do Flamengo, na manhã de domingo, quando foram confrontadas por dois homens, um dos quais tinha uma arma.

Liesl, que conquistou um ouro na Paralimpíada de Londres 2012 e também competiu no basquete como cadeirante, disse à televisão australiana que o homem armado apontou a arma para ela e depois a derrubou no chão.

"Foi absolutamente horripilante, ainda vejo tudo claramente na minha cabeça. Nós duas estamos abaladas, mas fisicamente estamos bem", disse a atleta, que treinou em seu barco no mesmo dia.

Kitty disse que o incidente "extremamente preocupante e perturbador" é ainda mais alarmante porque aconteceu em plena luz do dia e perto do local de treinamento.

Questionado sobre a cobrança da Austrália relativa à segurança dos Jogos, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, lamentou o assalto sofrida pela velejadora australiana, mas prometeu que a cidade será mais segura durante a Olimpíada.

“Lamento o que aconteceu, e é inaceitável que isso aconteça. Sabemos dos desafio da segurança, mas tenho certeza que nos Jogos vai ser melhor", afirmou a repórteres, acrescentando que ainda não recebeu a correspodência enviada pela Austrália.

 
Chefe da missão olímpica da Austrália, Kitty Chiller, durante entrevista coletiva em Sydney.     21/06/2016        REUTERS/Jason Reed