Velejadores brasileiros dizem que preocupação com água do Rio é exagerada

quarta-feira, 22 de junho de 2016 20:51 BRT
 

Por Jeb Blount

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A última coisa que os representantes da equipe de vela olímpica do Brasil querem falar é sobre a água.

Apresentados à imprensa internacional como equipe pela primeira vez nesta quarta-feira, os velejadores ficaram desconfortáveis com perguntas sobre superbactérias resistentes e vírus perigosos encontrados em locais onde serão disputados esportes aquáticos nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

A maioria dos 15 atletas tentou redirecionar a conversa para falar sobre a história da vela brasileira e como tirar proveito do que pode oferecer a combinação mais desafiadora de uma Olimpíada, com ventos, correntes e condições das ondas.

"Para nós (a poluição) não é importante", disse Martine Grael, capitã do Brasil na classe 49erFX.

Ela é considerada uma das maiores esperanças de medalha do Brasil no esporte. Com a companheira Kahena Kunze, Martine venceu o Campeonato Mundial da 49erFX em 2014 e ficou em sexto em 2016.

"Estamos focadas em evitar erros na raia. É um dos locais mais difíceis no mundo", afirmou Martine, filha do bicampeão olímpico Torben Grael.

Os trajetos dentro da baía estão sujeitos a ventos traiçoeiros e marés fortes e variadas.

"Para ganhar uma medalha aqui você tem que ser um velejador completo", disse Robert Scheidt, que irá representar o Brasil nos Jogos Olímpicos pela sexta vez. "Você tem que ser capaz de velejar em uma ampla gama de condições."   Continuação...

 
Robert Scheidt  durante treino no Rio de Janeiro.  22/6/2016. REUTERS/Sergio Moraes