Laboratório antidoping do Rio é suspenso por falso positivo e espera voltar a operar em julho

sexta-feira, 24 de junho de 2016 16:22 BRT
 

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Agência Mundial Antidoping (Wada) anunciou nesta sexta-feira a suspensão do credenciamento do laboratório antidoping do Rio de Janeiro que seria utilizado nos Jogos Olímpicos de agosto, e uma fonte disse que a decisão foi tomada devido a recentes casos de resultados falsos positivos em decorrência de erros técnicos.

O Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD), que funciona dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), respondeu à suspensão reiterando sua "capacidade técnica e ética" para a realização das análises, e disse que prevê voltar a operar normalmente em julho, após uma visita técnica da Wada.

"As equipes profissionais, instalações e equipamentos do LBCD representam o que há de mais moderno no mundo em controle de dopagem", afirmou em uma nota oficial.

Em um comunicado em seu site, a Wada informou que a suspensão ocorreu por falta de conformidade com os padrões internacionais e vale a partir de 22 de junho, mas não especificou a razão para retirar a credencial do laboratório a menos de 1 mês e meio da abertura da Olimpíada do Rio.

Segundo uma fonte com conhecimento da decisão da Wada, no entanto, a medida foi adotada devido a erros técnicos do LBCD. "Saíram resultados falsos positivos. Seriam erros técnicos", disse a fonte, que falou sob condição de anonimato.

A suspensão imposta pela Wada tem caráter provisório e poderá ser revista por um comitê disciplinar que será formado para analisar a situação, de acordo com o comunicado da agência.

"A suspensão só será retirada pela Wada quando o laboratório estiver operando com excelência", disse o diretor-geral da agência, Olivier Niggli, em comunicado no site da Wada.

"A melhor solução será posta em prática para garantir que a análise de amostras dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio seja robusta", acrescentou.   Continuação...

 
Interior do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem, no Rio de Janeiro. 09/05/2016 REUTERS/Ricardo Moraes