Norte-americana Kerri Walsh busca 4º ouro seguido no vôlei de praia olímpico

terça-feira, 28 de junho de 2016 20:14 BRT
 

Por Mark Lamport-Stokes

LOS ANGELES (Reuters) - O futuro parece promissor para Kerri Walsh Jennings, à medida que a campeã norte-americana de vôlei de praia busca uma rara quarta medalha de ouro olímpica no Rio de Janeiro, após mostrar uma boa forma durante o AVP Tour de 2016.

Walsh e sua nova parceira, April Ross, estão invictas no circuito da Associação dos Profissionais de Vôlei neste ano, ampliando seu impressionante histórico juntas para 56 partidas e 11 títulos sucessivos.

Esse histórico é um bom presságio para a californiana de 37 anos, que tenta entrar no exclusivo e pequeno clube olímpico de medalhistas mesmo após ter passado por sua quinta cirurgia no ombro em setembro último. 

Caso Walsh consiga o ouro no Rio, ela chegaria ao patamar do saltador em distância Carl Lewis e do arremessador de disco Al Oerter, ambos norte-americanos, como os únicos atletas a conquistarem quatro ouros olímpicos no mesmo evento. 

“Eu nem sei se posso descrever em palavras o que isso significaria”, disse ela à Reuters sobre a possibilidade de conseguir a quarta medalha.

“Provar para mim mesma que eu posso fazer isso, representar os EUA e compartilhar essa experiência com minha família seria o mundo para mim.”

“Eu estava grávida de meu terceiro filho, a Scout, durante as Olimpíadas de Londres e seria incrível que ela visse do que participou e os meninos estão agora mais velhos, então seria especial para eles também.”

Walsh, que tem dois filhos e uma filha de três anos, ganhou as medalhas de ouro nos Jogos de Atenas (2004), Pequim (2008) e Londres (2012), junto a Misty May-Treanor.

Questionada sobre sua nova parceira em comparação a May-Treanor, ela respondeu: “É difícil comparar. Misty foi uma parceira incrível. Passamos por muita coisa juntas, pessoalmente e profissionalmente, e tivemos nossa corrida de sucesso.”

“April e eu estamos em nosso terceiro ano jogando juntas e estamos nos sentindo muito bem. Minhas lesões no ombro e a cirurgia no fim do ano passado foram um obstáculo, mas encontramos um ritmo incrível”, disse a jogadora. 

 
Kerri Walsh durante evento no Rio de Janeiro. 3/9/2015.  REUTERS/Sergio Moraes