Hamilton é vaiado após vitória dramática no GP da Áustria de F1

segunda-feira, 4 de julho de 2016 19:49 BRT
 

SPIELBERG, Áustria (Reuters) - Lewis Hamilton foi vaiado no pódio após uma colisão na última volta com seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, ter rendido ao tricampeão da Fórmula 1 uma dramática vitória pela primeira vez no Grande Prêmio da Áustria, neste domingo.

Líder do campeonato, Rosberg, que estava à frente e com Hamilton em sua cola, conseguiu conduzir seu carro danificado até a linha de chegada, ficando na quarta colocação. A vantagem do alemão sobre o britânico no campeonato caiu para 11 pontos, com nove de 21 corridas disputadas.

“Eu estou decepcionado, é inacreditável”, disse o piloto alemão, que acusou Hamilton de causar propositalmente o acidente que quebrou sua asa do bico do carro.

Hamilton rebateu. “Eu estava na parte de fora, não fui eu quem bateu”, disse o britânico, que agora acumula três vitórias na temporada, por meio do rádio com a equipe.

Os fiscais de prova pareceram concordar com Hamilton e abriram uma apuração sobre as ações de Rosberg.

O alemão foi chamado a responder às acusações de causar colisão e de não parar mesmo com o carro seriamente danificado. O chefe da Mercedes, Toto Wolff, descreveu a batida como “burra”, sem apontar qual de seus pilotos seria o culpado.

A equipe revelou que Rosberg havia sofrido problemas em seu sistema de freios, que entrou em “modo passivo” no fim da penúltima volta, com Hamilton se aproximando.

O público, pequeno em comparação com os dois anos anteriores, com fileiras inteiras de assentos vazios nas arquibancadas, demonstrou seu descontentamento com assovios e vaias enquanto Hamilton era entrevistado no pódio.

“Isso não é problema meu, é problema deles”, disse um Hamilton surpreso ao ser questionado sobre o barulho.   Continuação...

 
Piloto da Fórmula 1 da Mercedes, Lewis Hamilton, posa no pódio ao lado do holandês Max Verstappen, da equipe Red Bull e do finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, após o Grande Prêmio da Áustria, no dia 3 de julho de 2016. REUTERS/Dominic Ebenbichler