5 de Julho de 2016 / às 23:43 / em um ano

Com Força Nacional de Segurança menor, Rio 2016 terá ajuda de empresa privada

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A redução do número de agentes da Força Nacional de Segurança nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro obrigou os organizadores a reforçar a vigilância do evento com a contratação de uma empresa privada, afirmou nesta terça-feira uma fonte com conhecimento do plano de segurança.

O Rio de Janeiro terá 5 mil homens da Força Nacional durante a Rio 2016, em vez dos 9,6 mil previstos inicialmente, e a diferença será compensada com a presença de mais homens das Forças Armadas, anunciou em Brasília o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. [nL1N19R1B6]

Para enfrentar o problema de última hora, uma empresa privada foi contratada e vai fazer o serviço de revista do público antes de acessar as arenas. A expectativa é compensar cerca de 2 mil homens, segundo a fonte, que falou sob condição de anonimato.

“A contratação foi feita no começo do mês. Isso reduz a necessidade de efetivos. São menos 1.200 postos ou equivalente a 2 mil homens que seriam destacados da Força Nacional só para fazer esse trabalho”, declarou a fonte à Reuters.

Apesar de contar com 5 mil homens da Força Nacional, existe a possibilidade de mais 1.000 serem cedidos pelo governo de São Paulo, afirmou uma segunda fonte, ligada ao governo do Estado do Rio. “O que eu posso dizer é que eles tem uns 4 mil e o esforço é para chegar a 6 mil“, disse a fonte, que já havia alertado que o efetivo original não seria liberado.

Os Estados estariam dificultando a liberação desses homens por conta de problemas de segurança locais e da crise econômica.

“Os Estados onde estão esses caras estão quebrados e com problemas internos para resolver. Eles não quiseram liberar seus homens para atuar na Força Nacional de Segurança e afetaram o planejamento”, declarou uma fonte do governo federal.

Apesar da redução no efetivo da Força Nacional, tropa escolhida para tomar conta das instalações olímpicas, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, garante que não haverá prejuízo para a segurança durante os Jogos.

“Os problemas de segurança que surgiram nos últimos 30 dias foram solucionados com a ajuda federal”, disse o ministro na apresentação no Parque Olímpico da tropa da FNS já disponível. “Não se comenta efetivo de operações, mas garanto que temos todo o efetivo necessário para as funções que nos foram atribuídas.”

Agentes da Força Nacional que já estão no Rio trocaram tiros com bandidos na noite da segunda-feira quando faziam um deslocamento na avenida Brasil, uma das principais vias expressas da cidade. Ninguém se feriu, mas a viatura foi atingida e o disparo danificou o retrovisor do veículo.

Segundo a primeira fonte, está descartada a possibilidade de as Forças Armadas auxiliarem a Força Nacional na Segurança das instalações e arenas olímpicas durante os Jogos.

As Forças Armadas ampliaram o número de homens a serem alocados no Rio de Janeiro para compensar a perda de parte da Força Nacional. Segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho, Exército, Marinha e Aeronáutica vão deslocar 21 mil homens para o Rio, 3 mil além do previsto inicialmente.

Em princípio, as Forças Armadas vão atuar como uma força de contingência que será acionada em caso de necessidade - apenas 3 mil militares da Forças Armadas é que vão atuar no policiamento ostensivo de algumas áreas da cidade.

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