Tropas extras das Forças Armadas farão segurança de rotas olímpicas da Rio 2016

quarta-feira, 6 de julho de 2016 13:10 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As Forças Armadas terão presença de cerca de 3 mil homens, a pedido do governo do Estado do Rio de Janeiro, nas chamadas rotas olímpicas por onde passarão turistas, atletas e delegações durante os Jogos Rio 2016, disse nesta quarta-feira o comandante do Comando Militar do Leste (CML), general Fernando Silva.

As Forças Armadas teriam disponíveis inicialmente 38 mil homens para a Rio 2016 espalhados pelo Rio de Janeiro e as cidades que irão receber jogos de futebol da Olimpíada. Com a demanda de reforço do governo estadual, o efetivo subiu para 41 mil militares durante o período da Olimpíada.

"Vamos concentrar nossos esforços nas áreas, eixos e rotas olímpicas. Vamos aliviar as forças de segurança pública para atuar no dia a dia da cidade e do Estado", disse o comandante do CML em entrevista coletiva convocada para a apresentação do emprego das Forças Armadas na segurança da Olimpíada.

Cerca de 18 mil homens foram destacados no Rio para a formação de uma reserva de contingência para a atuação em casos de emergência. Cerca de 3 mil militares terão poder de política para atuar no patrulhamento ostensivo da cidade, totalizando 21.845 homens.

"Vamos trazer segurança, tranquilidade e visibilidade, atendendo todos os requisitos demandados pelo COI (Comitê Olímpico Internacional)", disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

"Isto vai garantir a segurança de atletas, turistas e todos os envolvidos nos Jogos", acrescentou.

Os militares para atuação diária foram requisitados ao governo federal pelo Estado por insuficiência de contingente. Segundo o CML, os militares das Forças Armadas que integram a tropa de contingência estarão próximos aos clusters olímpicos: Barra, Copacabana, Maracanã e Deodoro.

O governo federal, por meio de Garantia da Lei e da Ordem, deu poder de polícia aos militares das Forças Armadas.   Continuação...

 
Integrantes da Força Nacional no Parque Olímpico, no Rio
 5/7/2016 REUTERS/Bruno Kelly