Picciani diz que problema em laboratório antidoping está resolvido e crê em credenciamento

quinta-feira, 7 de julho de 2016 12:50 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, afirmou nesta quinta-feira que o problema identificado no laboratório antidoping do Rio de Janeiro, suspenso pela Agência Mundial Antidoping (Wada), foi resolvido, e demonstrou confiança que o local será reacreditado antes do início dos Jogos Rio 2016, em 5 de agosto.

Em teleconferência com jornalistas, Picciani disse que o problema encontrado no Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) que resultou na perda da credencial fora solucionado antes mesmo de uma inspeção realizada pela Wada esta semana nas instalações do local.

Picciani se disse confiante com a recuperação do credenciamento do laboratório, que funciona dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e que foi reformado e reequipado ao custo de 188 milhões de reais para realizar os exames dos Jogos Rio 2016.

"Desde o dia 5 de julho até hoje há uma comissão da Wada que está vistoriando o laboratório. A causa do problema que levou ao descredenciamento, à suspensão do laboratório, foi identificada, está absolutamente corrigida", disse Picciani.

"Nós temos a expectativa de que a Wada reacredite o laboratório para os Jogos Olímpicos, com certeza estamos com todas as condições."

O laboratório foi suspenso no fim de junho. Segundo uma fonte, a decisão foi tomada devido a recentes casos de resultados falsos positivos em decorrência de erros técnicos. [nL1N19G23C]

O ministro afirmou, no entanto, que o motivo técnico que provocou o descredenciamento é mantido sob sigilo tanto pelo laboratório quanto pela Wada, mas garantiu que todos os procedimentos necessários foram revistos para garantir a realização de Jogos limpos no Rio de Janeiro.

"A identificação e os procedimentos de correção foram realizados antes da inspeção. De fato, foi o próprio laboratório que informou o problema à Wada", disse.

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Interior do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem, no Rio de Janeiro. 09/05/2016 REUTERS/Ricardo Moraes