Jihadista brasileiro planejava atentado contra equipe olímpica francesa, diz autoridade

quarta-feira, 13 de julho de 2016 18:07 BRT
 

PARIS (Reuters) - Um jihadista brasileiro planejava um atentado contra a delegação francesa na Olimpíada do Rio de Janeiro em agosto, declarou a parlamentares o responsável pelo serviço de inteligência da França.

O chefe do serviço de inteligência militar (DRM, na sigla em francês), general Christophe Gomart, revelou a informação no dia 26 de maio em reunião a portas fechadas com deputados, de acordo com uma transcrição da audiência que foi disponibilizada publicamente.

O general mencionou sobre o possível ataque durante audiência parlamentar sobre os atentados de 2015 na França, ao apresentar exemplos concretos do trabalho de sua agência sobre o combate ao terrorismo.

Segundo ele, seu departamento foi informado por uma "agência parceira" sobre o plano. O general não forneceu mais detalhes.

O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Roberto Trezza, disse a repórteres nesta quarta-feira que a Abin não recebeu qualquer contato da França ou de outro país sobre o suposto plano de ataque.

A assessoria de imprensa da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministéro da Justiça, que coordena o plano de segurança dos Jogos, se recusou a comentar.

Possíveis ataques de militantes estão entre as preocupações das autoridades de segurança dos Jogos Olímpicos, apesar de as autoridades brasileiras responsáveis pelo setor garantirem que nenhuma ameaça foi detectada.

No período que antecede os Jogos, que começam em 5 de agosto, o Brasil vem se empenhando em compartilhar informações de inteligência, realizar treinamentos de segurança e até estabelecer instalações conjuntas de segurança.

Além de um centro policial colaborativo, em que agentes de mais de 50 países irão ajudar a monitorar a segurança, o governo brasileiro criou um centro antiterrorismo internacional, com especialistas de países como Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Espanha.

(Reportagem de Gérard Bon, em Paris; Reportagem adicional de Alonso Soto, em Brasília)

 
Soldado em frente à arena de vôlei de praia dos Jogos Rio 2016. 09/07/2016 REUTERS/Sergio Moraes