14 de Julho de 2016 / às 18:32 / em um ano

Golfe estará na Olimpíada de 2020, garante chefe de associação feminina

TROON, Escócia (Reuters) - O executivo-chefe da associação europeia de golfistas femininas Ladies European Tour (LET), Ivan Khodabakhsh, descartou a possibilidade de o golfe ser excluído da Olimpíada de Tóquio 2020 depois que uma casa de apostas britânica estimou que a chance de isso acontecer é de 10 para 1.

Uma série de desistências de grandes nomes masculinos do esporte da Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016, entre eles os quatro primeiros do mundo --Jason Day, Dustin Johnson, Jordan Spieth e Rory McIlroy--, provocou um furor durante o Aberto do Reino Unido nesta semana.

A empresa de apostas Ladbrokes reagiu ao fato aventando a hipótese de o golfe, que está voltando aos Jogos pela primeira vez desde 1904, ser excluído no Japão.

"Para Tóquio é um esporte 100 por cento confirmado, o golfe estará lá", disse Khodabakhsh à Reuters em uma entrevista no clube de golfe Royal Troon. "Agora se trata mais de como posicionamos o golfe no futuro para além de Tóquio".

"Neste momento o palco está com aqueles que, por uma razão qualquer, estão dizendo que não poderão ir. Assim que os Jogos começarem, porém, irá se tratar daqueles que estão lá competindo por seus países", acrescentou

Day, Johnson e McIlroy desistiram por causa do surto de Zika nas Américas, e Spieth optou por não viajar ao Rio por motivos de saúde mais genéricos.

O vírus transmitido por mosquitos tem potencial de causar defeitos de nascença graves em bebês cujas mães foram infectadas durante a gravidez, incluindo a microcefalia, uma má-formação craniana.

Embora o evento masculino da Rio 2016 vá ser prejudicado pelas desistências, a neozelandesa e número um do ranking, Lydia Ko, irá encabeçar uma lista quase completa de golfistas do primeiro escalão feminino no Brasil.

"O Zika deveria ser uma preocupação para as golfistas e atletas femininas, se fosse para ser, e é incrível a reação positiva que estamos tendo de nossas jogadoras do LET", afirmou Khodabakhsh.

"Recebemos todas as informações de saúde da IGF (Federação Internacional de Golfe) e do COI (Comitê Olímpico Internacional), e a reação majoritária que tivemos foi 'jamais vamos deixar que um mosquito nos impeça de realizar nossos sonhos'".

"Eu entenderia a preocupação de qualquer atleta feminina, especialmente as jovens, quando se trata do vírus", disse o alemão de 49 anos. "O xis da questão é que não é uma boa notícia que os jogadores masculinos estejam desistindo, mas há muitos jogadores que estão empolgados de ser parte da Rio 2016".

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