Judô assume responsabilidade de ser carro-chefe do Brasil na Rio 2016

quarta-feira, 27 de julho de 2016 14:19 BRT
 

Por Tatiana Ramil

SÃO PAULO (Reuters) - Apontada como umas das principais esperanças de medalha para o Brasil nos Jogos do Rio, a equipe de judô se diz preparada para corresponder às expectativas e ajudar o país a atingir sua meta de pódios em casa, e aposta principalmente nas mulheres para superar seu melhor resultado em Olimpíadas.

O objetivo do judô brasileiro na Rio 2016 é ultrapassar as quatro medalhas conquistadas em Londres 2012 e para isso conta com um time formado por 14 atletas que tiveram a melhor preparação olímpica na história da modalidade, de acordo com o gestor de alto rendimento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Ney Wilson.

"A pressão para nós é uma forma positiva de produtividade, porque se existe pressão, como falam que o judô é o carro-chefe do esporte brasileiro, é porque existe confiança no trabalho realizado, então a gente potencializa isso como uma coisa positiva. Não como uma forma de pressionar o atleta de ter que ganhar, mas de estar preparado para vencer", disse Wilson em entrevista à Reuters.

O dirigente afirmou que o investimento na equipe de judô foi de 20 milhões de reais só em viagens nos últimos quatro anos, vindos de patrocinadores, do Ministério do Esporte e do Comitê Olímpico do Brasil (COB), que aposta no judô como uma das modalidades com maior potencial de ajudar o país a alcançar o almejado 10º lugar no total de medalhas.

O judô brasileiro tem 19 medalhas olímpicas, sendo três de ouro, e só perde para o vôlei --juntando quadra e praia--, com 20, no número total de medalhas entre as modalidades do país. O judô também sobe ao pódio há oito edições dos Jogos, desde Los Angeles 1984.

No último ciclo olímpico, o Brasil teve um bom desempenho, com sete atletas que subiram em pódios de campeonatos mundiais, sendo duas delas campeãs: Rafaela Silva (2013) e Mayra Aguiar (2014), que também foi medalhista de bronze em Londres 2012.

"É natural que eu seja apontada como uma das candidatas à medalha, mas eu estou consciente que ninguém ganha nada na véspera. Tem que chegar no dia bem e lutar", disse Mayra, por email, à Reuters.

"É claro que sempre dá um friozinho na barriga antes da Olimpíada, que é a competição mais importante sempre, mas estou acostumada a isso. A pressão maior para conquistar um bom resultado sempre vai vir de mim mesmo. Ninguém quer mais do que eu essa medalha."   Continuação...

 
Judoca brasileira Mayra Aguiar comemora vitória no Grand Slam de Paris.  7/2/2016. REUTERS/Charles Platiau