Presidente do COI espera venda maior de ingressos com chegada de atletas ao Rio

quarta-feira, 27 de julho de 2016 19:11 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A 9 dias dos Jogos do Rio, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, disse esperar que o clima criado pela chegada de delegações à cidade estimule uma procura maior pelos cerca de 1 milhão de ingressos que ainda restam para a Olimpíada.

“Os brasileiros deixam para tomar a decisão no último minuto… a animação vai crescer com mais atletas chegando na cidade e estou muito confiante que os brasileiros e os cariocas vão tomar a decisão sobre os ingressos“, disse o dirigente alemão nesta quarta-feira, ao visitar o local onde ficará a segunda pira olímpica do Rio, na Praça Mauá.

Pela primeira vez na história dos Jogos, uma cidade fará a abertura fora de um estádio olímpico e terá duas piras. De acordo com o comitê organizador, a pira no Maracanã será acesa na cerimônia de abertura e, depois, uma segunda pira, na Praça Mauá, será acesa. No entanto, as duas não ficarão acesas ao mesmo tempo durante os Jogos.

Segundo o comitê organizador, cerca de 4,7 milhões de ingressos foram vendidos até o momento, e na quinta-feira haverá mais um lote de bilhetes sendo colocado à venda.

A organização do evento começou a preparação olímpica prometendo ofertar 7,5 milhões de ingressos, mas alega que algumas contingências provocadas por obras executadas menores do que se previa e por espaços ocupados por equipes de transmissão reduziram a oferta para cerca de 6,1 milhões. Parte desse montante, cerca de 6 por cento, de acordo com o comitê, tem de ser destinado a portadores de necessidades especiais, o que reduz a oferta total para pouco mais de 5,7 milhões.

Na quinta-feira passada, um mega lote foi disponibilizado ao público e, de acordo com o comitê, mais de 236 mil bilhetes foram adquiridos.

Os esportes com mais oferta de ingressos são futebol, que é disputado em seis sedes (São Paulo, Belo Horizonte, Manaus, Salvador e Brasília, além do Rio) e basquete.

“Isso tem a ver com o tamanho das arenas, que são maiores para esses dois esportes, e pela baixa procura de ingressos para o futebol feminino”, disse o diretor de comunicação do comitê Rio 2016, Mario Andrada.

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Bach durante evento no Rio de Janeiro.  27/7/2016.  REUTERS/Kai Pfaffenbach