Com resultados fracos nos últimos anos, atletismo do Brasil mira bater recorde de finais no Rio

sexta-feira, 29 de julho de 2016 16:30 BRT
 

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - O atletismo brasileiro tem como principal meta nos Jogos do Rio de Janeiro bater o recorde de finais olímpicas mirando em dez finais no Engenhão, depois de um ciclo olímpico de resultados fracos, com a única exceção do vice-campeonato mundial de Fabiana Murer no salto com vara em 2015.

Fabiana, aliás, é disparada a maior esperança de medalha do atletismo na Olimpíada em casa, segundo o treinador-chefe da equipe brasileira no Rio, Ricardo D'Angelo, que aponta ainda um grupo pequeno de atletas que correm por fora na disputa pelo pódio.

"O objetivo do Time Brasil é fazer o maior número de finais possível", disse D'Angelo à Reuters, acrescentando que a expectativa é de chegar a 10 finais ou até superar esse número.

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) considera como finais, para efeito de estatística, o número de vezes que atletas do país ficaram entre os oito melhores, embora em algumas provas o número de finalistas seja maior e em outras, como a maratona, não exista uma final.

De acordo com a CBAt, na história dos Jogos Olímpicos desde 1932, atletas brasileiros atingiram esse critério por 49 vezes. Nos Jogos de Londres em 2012 o Brasil obteve seu maior número de finais, cinco. O país, entretanto, não conquistou nenhuma medalha.

"De fato nesse ciclo de 2012 para cá nós tivemos só uma medalha, que foi a da Fabiana no ano passado, mas não por isso nós deixamos de trabalhar e tocar os projetos", disse D'Angelo.

Entre esses projetos, D'Angelo, que também é coordenador técnico do Clube de Atletismo BMFBovespa, cita o intercâmbio entre treinadores estrangeiros e treinadores e atletas brasileiros em provas específicas. Uma experiência deste tipo ajudou a levar Fabiana a um lugar de destaque no salto com vara mundial.

O atletismo, quarto esporte que mais deu medalhas olímpicas ao país com 14 no total, deixou os Jogos de Londres em 2012 sem sequer uma medalha, resultado que voltou a se repetir no Mundial em Moscou, no ano seguinte. Somente no Mundial do ano passado, disputado em Pequim, o Brasil voltou ao pódio, com a prata de Fabiana.   Continuação...

 
Fabiana Murer disputa campeonato em Portland, nos EUA. 17/3/2016. REUTERS/Mike Blake