Brasil e Estados Unidos devem travar batalha por medalhas nas areias de Copacabana

sexta-feira, 29 de julho de 2016 18:21 BRT
 

Por Amlan Chakraborty

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As duplas brasileiras Talita/Larissa e Ágatha/Bárbara tentarão destruir o sonho da norte-americana Kerri Walsh Jennings de conquistar um quarto ouro olímpico consecutivo no vôlei de praia, que será disputado na tradicional praia de Copacabana.

Ao lado de Misty May-Treanor, Kerri formou uma dupla considerada muitas vezes a melhor da história da modalidade, conquistando o ouro em Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012.

May-Treanor abandonou das areias depois da última Olimpíada, mas nem mesmo cinco cirurgias no ombro afastaram Kerri da busca pelo primeiro ouro com sua nova parceira, April Ross.

"Minhas lesões no ombro e a cirurgia no final do ano passado foram um pequeno obstáculo, mas encontramos um ritmo incrível", disse a atleta, de 37 anos, à Reuters no mês passado.

Mas as norte-americanas terão um desafio difícil na famosa praia de Copacabana.

A dupla da casa Talita/Larissa, por exemplo. As brasileiras defenderam o título de Gstaad este mês ao registrarem a quarta vitória em cinco partidas do Circuito Mundial contra as norte-americanas, confirmando seu status de candidatas ao ouro.

Ágatha e Barbara, atuais campeãs do mundo, também esperam ser a segunda dupla brasileira a ganhar o ouro olímpico na praia, depois de Jackie Silva e Sandra Pires, que triunfaram nos Jogos de Atlanta 1996.

Na competição masculina, o Brasil irá contar com os campeões mundiais Alison e Bruno, além da dupla Evandro/Pedro Solberg, em busca de um segundo ouro na praia para o país.

Os Estados Unidos são a maior potência das areias olímpicas, conquistando seis das 10 medalhas de ouro disputadas até hoje, e as esperanças do país agora estão com a dupla Phil Dalhausser/Nick Lucena.

Jake Gibb e Casey Patterson também representam os poderosos norte-americanos, que ganharam ao menos um ouro desde Atlanta.

 
Bruno Schmidt durante jogo na praia de Copacabana no Rio. 4/9/2015.  REUTERS/Sergio Moraes