July 31, 2016 / 5:51 PM / in a year

COI defende presença de atletas russos na Rio 2016

3 Min, DE LEITURA

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As punições parciais contra atletas russos devido ao esquema de doping descoberto no país são preliminares, disse neste domingo o presidente do Comitê Olímpico Internacional(COI), Thomas Bach, defendendo a posição da organização e rebatendo as críticas que recebeu.

    O COI optou por não banir todos os atletas russos dos Jogos Olímpicos mesmo depois das revelações de um programa de doping em vários esportes patrocinado pelas autoridades russas.

    A organização escolheu uma série de critérios aos quais os atletas precisam atender, incluindo um passado livre de doping e um número suficiente de testes em eventos internacionais. Assim, mais de 250 atletas dos 387 originais da delegação já obtiveram autorização para competir.

    Muitas agências antidoping, atletas e até um importante membro do COI Dick Pound criticaram fortemente a decisão, dizendo que o COI não teve a liderança e a coragem de proibir a participação da Rússia, que sediou os Jogos Olímpicos de Inverno em 2014, na cidade de Sochi.

    Até a renúncia de Bach foi pedida.

“As opiniões negativas são as que causam maior repercussão”, afirmou o presidente do COI. “Nessas decisões difíceis, nós nunca vamos ter maioria de 100 por cento.”

    “Em um debate desse tipo, que toca em princípios fundamentais, se você tivesse 100 por cento de apoio, não seria um bom debate”, disse.

    Bach afirmou que a decisão de permitir que alguns russos compitam foi difícil, mas teve de ser tomada em muito pouco tempo devido à aproximação da Olimpíada, que começa no dia 5 de agosto.

    Mais medidas serão tomadas depois dos Jogos, quando o relatório elaborado pela Wada (Agência Mundial Antidoping) for completado pelo professor de Direito Richard McLaren.

    “Esperamos a conclusão do relatório e tomaremos as medidas necessárias”, afirmou Bach, que é advogado por profissão. Ele defendeu a decisão do COI e disse que a imagem da entidade não será arranhada pelo episódio.

    De acordo com Bach, o COI não é responsável pelo prazo de elaboração do relatório McLaren, nem pela demora da Wada de atuar mesmo tendo informação sobre o doping russo há anos.

    Bach defendeu o banimento da corredora Yulia Stepanova. Ela foi a delatora do esquema e fugiu para a América do Norte por temer pela sua vida.

    Stepanova, que já havia sido punida por doping no passado, foi rejeitada nos Jogos apesar de a Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo) ter permitido que ela corresse sob bandeira neutra.

    “No caso da Stepanova tivemos que tomar uma decisão tão difícil quanto a participação de qualquer outro atleta do país. Tivemos que levar muita coisa em consideração e respeitar a Carta Olímpica. Não foi fácil”, concluiu.

((Tradução Redação São Paulo, +5511 56447719))

Rbs

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