Associação de boxe classifica acusações de corrupção como rumores

terça-feira, 2 de agosto de 2016 11:39 BRT
 

(Reuters) - A Associação Internacional de Boxe (Aiba, na sigla em inglês) minimizou acusações de corrupção dentro da entidade e exigiu provas depois que um jornal britânico noticiou que algumas das lutas da Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016 podem ter sido combinadas de antemão.

De acordo com o Guardian, que citou diversas fontes, um grupo de árbitros e juízes veteranos se encontrou antes de um campeonato importante para decidir como marcar os pontos em certos combates – anteriormente eles haviam recorrido a sinais de mão e de cabeça para selecionar o vencedor.

"Reiteramos que, a menos que provas tangíveis sejam apresentadas, não apenas rumores, não podemos mais comentar estas alegações", disse a entidade, segundo o diário.

"Nosso papel é garantir uma competição justa e transparente e fazer com que milhares de espectadores e milhões de torcedores desfrutem de um torneio magnífico com 23 medalhistas de ouro excelentes e incontestáveis".

"Não cabe à Aiba interferir com a decisão tomada pelos juízes de acordo com as regras esportivas".

O árbitro irlandês Seamus Kelly, uma das fontes mencionadas na reportagem, disse ter sido procurado para forjar os resultados dos Jogos Pan-Arábicos em Doha em 2011 usando gestos e que seus colegas têm receio de falar.

"As pessoas têm medo... porque, se forem juízes, serão afastados e não irão à Olimpíada nem a outros campeonatos. Se forem dirigentes, temem que os boxeadores de seus países sejam visados", disse.

Terry Smith, membro do comitê executivo da Aiba, disse não estar ciente das acusações e instou as autoridades a tratarem do assunto usando os canais estabelecidos dentro da organização.

"Gostaria que eles tivessem um pouco de confiança internamente", acrescentou. "Gostaria que eles tratassem disso onde acontece. Esse é o tipo de rumor que certamente não queremos na véspera da Olimpíada".         

(Por Nivedita Shankar)

 
Mongol Purevdori Serdamba em luta contra Ronald Serugo, de Uganda, nos Jogos de Pequim, em 2008.          REUTERS/Lee Jae-Won