Suspensão coletiva da Rússia da Rio 2016 teria consequências devastadoras, diz COI

terça-feira, 2 de agosto de 2016 18:41 BRT
 

Por Karolos Grohmann

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um banimento coletivo da Rússia da Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016 teria consequências devastadoras, disse nesta terça-feira o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, defendendo a decisão de sua organização de permitir que alguns russos compitam.

O COI optou por não impedir todos os atletas russos de participarem da Rio 2016 mesmo depois das revelações sobre um amplo programa de doping patrocinado pelo Estado em vários esportes.

Em vez disso, a entidade preferiu estabelecer critérios para os atletas cumprirem, como a inexistência de casos de doping em seu passado e exames de drogas suficientes em eventos internacionais, que até agora permitiram que mais de 250 integrantes da equipe original de 387 sejam liberados para os Jogos do Rio.

Bach disse, durante uma sessão do COI, que impedir atletas limpos de competir e tratá-los como "dano colateral" teria sido um erro.

"Esse banimento coletivo do Comitê Olímpico Russo foi chamado por alguns de 'opção nuclear', e os atletas inocentes teriam que ser considerados um dano colateral", afirmou. "A cínica 'abordagem do dano colateral' não é o que o Movimento Olímpico representa."

Vários organismos antidoping, entre eles a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), assim como aqueles de Estados Unidos, Canadá e Alemanha, entre outros, pediram que todos os russos fossem vetados.

Eles expressaram decepção depois da decisão do Conselho Executivo do COI e acusaram a entidade reguladora dos Jogos de carecer de liderança e de coragem para punir a Rússia.

Já o diretor do Comitê Olímpico Russo, Alexander Zhukov, disse considerar a determinação do COI "muito justa", dado o que ele classificou como pressão de vários países para afastar sua nação do evento.   Continuação...