Grandes rivais, EUA e Austrália esquentam a disputa na piscina do Rio

terça-feira, 2 de agosto de 2016 19:18 BRT
 

Por Alan Baldwin

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os principais nomes da natação mundial chegaram ao Rio de Janeiro para a Olimpíada, com Michael Phelps e a poderosa equipe norte-americana seguindo os passos dos rivais australianos, e a expectativa é grande para as disputas.

As duas superpotências da natação têm esquentado o clima de disputa na Vila Olímpica e no Centro Aquático da Rio 2016, trocando provocações e saudações antes do início da ação de verdade, no sábado.

"Eu os vi rapidamente esta manhã, eles estavam aquecendo enquanto eu estava nadando, e quando eu estava saindo eles estavam entrando", disse a bicampeã olímpica australiana Emily Seebohm quando um repórter perguntou sobre as "provocações" com os norte-americanos.

"Então eu não falei com ninguém, mas tenho certeza que iremos vê-los na piscina. Temos que treinar no mesmo horário", acrescentou a campeã mundial dos 100m e 200m costas.

O companheiro de equipe Cameron McEvoy, principal esperança da Austrália de um primeiro ouro nos 100m livre entre os homens pela primeira vez desde 1968, disse que pode haver uma certa "espiada", mas que ambos os lados já se conhecem bem o bastante.

"Alguns dos nossos são muito amigos dos americanos", disse. "Foi empolgante vê-los chegando porque há alguns rostos familiares na Vila e porque há tantos deles, há mais probabilidade de que você vai encontrar um deles na Vila".

Nadadores dos EUA ganharam 31 medalhas (16 de ouro) quatro anos atrás nos Jogos de Londres, mais do que o triplo dos australianos que ficaram com apenas 10 (uma só de ouro). Mas as duas potências ficaram muito mais próximas no mundial do ano passado na Rússia, quando os norte-americanos ficaram com 23 medalhas, sendo oito de ouro, e os australianos com 16, sendo sete ouros.