3 de Agosto de 2016 / às 21:47 / em um ano

Surfistas do Rio celebram inclusão do esporte na próxima Olimpíada

Surfistas na praia do Arpoador, no Rio de Janeiro. 04/08/2015 REUTERS/Sergio Moraes

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Dificilmente poderia haver um cenário melhor para se oficializar a entrada do surfe na Olimpíada de 2020 em Tóquio do que o Rio de Janeiro, com suas praias mundialmente famosas.

Na tarde desta quarta-feira, o Comitê Olímpico Internacional (COI) aprovou a inclusão nos Jogos de cinco novos esportes, incluindo o surfe, em reunião realizada no salão de conferências de um hotel a uma quadra somente de onde surfistas pegavam onda num dia de vento no Rio.

Pulando para se secar da água do oceano Atlântico, enquanto segurava sua prancha, Ivan Pfeil, de 48 anos, vibrou com a decisão.

“Excelente”, disse ele, vestindo uma roupa especial de borracha, ao mesmo tempo que atravessava a rua movimentada para voltar para a sua casa a alguns quarteirões da praia na Barra da Tijuca.

”Surfe é um esporte lindo. É a minha terapia. É a integração com a natureza, uma mistura de esporte e filosofia”, acrescentou Pfeil, administrador de empresas, que pratica o esporte há duas décadas.

O surfe tem rapidamente se tornado um dos esportes mais populares do Brasil, que tem os dois últimos campeões mundiais da modalidade --Gabriel Medina em 2014 e Adriano de Souza em 2015--, e o Rio abriga alguns dos melhores pontos urbanos para a prática.

Na praia do Arpoador, espremida entre Copacabana e Ipanema, holofotes permitem que surfistas peguem ondas durante a noite.

O Rio também é estimado por muitos surfistas latino-americanos, incluindo o argentino Fernando Aguerre, presidente da Associação Internacional de Surfe.

”Eu costumava vir para o Rio para fugir dos invernos argentinos e surfar”, afirmou Aguerre, em tom sentimental, com um colar florido, a jornalistas depois da votação.

”Vários dos meus amigos são brasileiros, e nós estamos andando na praia ou surfando todas as manhãs desde que eu cheguei aqui. Logo, isso é como um sonho que se torna realidade”.

Parte do raciocínio do COI por trás da inclusão do surfe, além de skate, escalada esportiva, caratê e beisebol/softbol, na próxima Olimpíada é atrair o público jovem e urbano, uma estratégia que parece ecoar no Brasil.

”O único esporte olímpico que eu realmente gostaria de ver é o surfe”, disse o piloto de helicóptero Márcio Veloso, de 36 anos, caminhando em direção ao mar com a sua prancha.

Mas, ao olhar para as ondas azuis e a faixa de areia e contrastar isso com as águas frias de Tóquio, ele mostrou uma ponta de decepção: “Eu não sei por que eles não incluíram o surfe nesta Olimpíada”.

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