Passagem da tocha por Baixada Fluminense tem tumulto entre polícia e manifestantes

quarta-feira, 3 de agosto de 2016 20:33 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A passagem da tocha olímpica dos Jogos do Rio pela Baixada Fluminense, nesta quarta-feira, foi marcada por protestos e confusão entre manifestantes e a polícia, com ao menos três pessoas feridas, e uma mudança forçada de trajeto.

Policiais que davam apoio à operação de passagem da chama pelo município de Duque de Caxias usaram spray de pimenta, bombas de efeito moral e dispararam tiros com bala de borracha para tentar dispersar manifestantes que tentavam impedir o revezamento do símbolo olímpico.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, ao menos três pessoas ficaram feridas por tiros de balas de borracha, entre elas uma menina de 10 anos. O trajeto da chama teve de ser alterado por conta da manifestação liderada por profissionais de ensino que cobravam melhores salários e condições de trabalho.

A Polícia Militar informou, por meio de nota, que um grupo de manifestantes arremessou pedras e pedaços de pau contra os agentes que tentavam liberar a via para o revezamento. "O batalhão de Choque precisou utilizar o uso progressivo de força", acrescentou.

Mais cedo, ainda na rápida passagem da tocha pelo Rio de Janeiro antes de seguir para a Baixada Fluminense, um dos condutores da tocha decidiu fazer um protesto inusitado.

Após entregar a tocha ao condutor seguinte, o homem abaixou o short e mostrou as nádegas com a inscrição “Fora Temer”.

O esquema de segurança da tocha foi reforçado no Estado do Rio desde o primeiro tumulto, registrado em Angra dos Reis, no sul do Estado. O serviço de inteligência da polícia já tinha identificado a possibilidade de protestos.

A tocha Olímpica chegou pela primeira vez ao Rio nesta quarta, a dois dias da cerimônia de abertura da Olimpíada, para uma breve passagem, e retornará à cidade na quinta para dois duas de revezamento até chegar ao Maracanã na sexta-feira para a abertura dos Jogos.

"O direito de protesto acaba quando invade o direito das outras pessoas de verem a tocha e quando os protestos colocam em risco a segurança do condutor, o que obriga as forças de segurança a agir", disse por telefone o diretor de Comunicação do comitê Rio 2016, Mario Andrada.   Continuação...