Atletas sul-americanos querem capitalizar clima familiar da Rio 2016 para brilhar

quinta-feira, 4 de agosto de 2016 15:55 BRT
 

Por Alexandra Ulmer

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Atletas sul-americanos que estão chegando para a Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016 se sentem quase em casa na capital fluminense, e esperam capitalizar essa familiaridade para causar impacto nos primeiros jogos da região.

"Viver estes Jogos Olímpicos na América Latina me motiva a mostrar ao mundo nossa cultura, uma cultura de lutadores que se levantam todos os dias para lutar por um objetivo, não importa quais sejam as dificuldades", disse Nicole Acevedo, estudante de engenharia biomédica e membro do time de rúgbi feminino da Colômbia, que se classificou para o evento pela primeira vez em sua história.     

Entre os atletas sul-americanos dignos de nota na Rio 2016 estão a colombiana do salto triplo Caterine Ibarguen, o ciclista também colombiano Nairo Quintana, o esgrimista venezuelano Rubén Limardo e o lutador cubano Mijain López.

Embora sejam grandes as diferenças entre o Brasil e o restante da América Latina, a começar pela língua, os atletas da região devem contar com o apoio de torcedores, que antes se limitavam a incentivá-los diante de uma tela de televisão.

"É ótimo que seja perto de casa, porque todos nossos familiares e amigos estão vindo assistir os Jogos Olímpicos", contou a jogadora de vôlei de praia argentina Georgiana Klug.

Muito sorridente e com camisetas amarelas, a cor do país, a delegação da Colômbia quase pode ser confundida com os anfitriões. Potência esportiva em ascensão, a nação andina enviou um contingente recorde de quase 150 atletas ao Rio.

O poderoso Brasil torce para erguer o único grande troféu internacional de futebol que ainda não conquistou, mas a vizinha e arquirrival Argentina fará de tudo para eliminar a seleção em casa.