Técnico Micale admite dificuldade, mas diz que Brasil e Neymar vão melhorar

quinta-feira, 4 de agosto de 2016 19:15 BRT
 

(Reuters) - O técnico da seleção olímpica de futebol do Brasil, Rogério Micale, reconheceu que sua equipe sofreu no começo do jogo contra a África do Sul e fez elogios ao rival, mas disse que acredita em um rendimento melhor do time e do atacante Neymar nas próximas partidas dos Jogos Olímpicos do Rio, após o empate de 0 x 0 nesta quinta-feira.

"Tivemos muita dificuldade nos primeiros 15 minutos, acredito que pela ansiedade da estreia, acredito ser normal em se tratando de uma competição em casa, da responsabilidade que nós temos", disse Micale em entrevista coletiva no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

O Brasil criou suas melhores oportunidades de gol depois dos 15 minutos do segundo tempo, quando os sul-africanos tiveram um jogador expulso.

"Tivemos algumas chances, mas infelizmente não foi possível fazer o gol. Faltou o gol, o detalhe, mas a equipe se entregou e está tudo em aberto ainda, a gente tem ainda uma expectativa muito boa em relação aos nossos jogadores", afirmou o técnico.

Assim como espera um melhor rendimento da seleção, o treinador também prevê que Neymar vá se destacar mais ao longo do torneio, depois de uma estreia abaixo do esperado.

"Neymar é um jogador diferente e sabe o que representa para a equipe, ele quis fazer o melhor. Ele voltou agora de férias e vai crescer muito durante a competição", disse.

Micale fez muitos elogios à África do Sul e acredita que o time pode ir longe na competição se mantiver o bom rendimento. No outro jogo do grupo, Iraque e Dinamarca também empataram em 0 x 0.

"Acredito que fizemos um bom jogo em alguns momentos, enfrentamos uma equipe muito bem postada, forte fisicamente", avaliou.

"A gente sabe que não pode ter abatimento, eu acho que a gente tem que se fortalecer como grupo... É importante que a gente se recupere o mais rápido possível", disse Micale.   Continuação...

 
Técnico da seleção olímpica de futebol do Brasil, Rogério Micale. 4/8/2016. REUTERS/Ueslei Marcelino